Identificador de substâncias tóxicas no leite

mai 25, 2015   //   de Leite Brasil   //   Blog, Mercado, Notícias, Qualidade  //  Nenhum Comentário

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Joana Meneguzzo Pasquali, vencedora na categoria Ensino Médio do Prêmio Jovem Cientista – ANDRE COELHO / Agência O Globo

Uma fita feita com filtro de coar café embebida em reagentes químicos que mostra a presença de substâncias tóxicas no leite em apenas um minuto. Com esta invenção simples e barata, já que cada kit sai ao preço de R$ 4,31, Joana Meneguzzo Pasquali, de 17 anos, ganhou o prêmio Jovem Cientista, na categoria estudante do ensino médio. O anúncio dos vencedores foi feito nesta quinta-feira em Brasília, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em sua 28ª edição, a premiação abordou o tema segurança alimentar e nutricional.

A primeira colocada na categoria mestre e doutor, Bárbara Rita Cardoso, da Universidade de São Paulo (USP), está na Espanha, mas participou da cerimônia por videoncoferência. Ela falou sobre o seu estudo vencedor, que mostrou o impacto positivo da ingestão diária de uma uma castanha-do-brasil entre idosos com dificuldades cognitivas. Ao final dos experimentos, os testes indicaram mudanças positivas na fluência verbal e capacidade de raciocínio do grupo testado.

O projeto vencedor na categoria estudante do ensino superior surgiu de uma inquietação do aluno de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Deloan Edberto Mattos Perini, ao passar por tantos loteamentos vazios na cidade gaúcha de Erechim. Ele bolou um plano de agricultura urbana de acordo com as necessidades do município, dentro dos 13.500 metros quadrados identificados, de onde poderão sair 60 mil quilos de alimentos por mês.

Esteve presente na cerimônia a segunda colocada na categoria mestre e doutor, Camila Maranha Paes de Carvalho, que desenvolveu na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) uma proposta de avaliação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) para municípios fluminenses. Camila, assim como os outros agraciados, falaram da importância de buscar soluções para os problemas do país por meio da ciência.

A inventora do identificador de substâncias tóxicas no leite, batizado de Detectox, se inspirou em casos de adulteração da bebida, inclusive as de marca renomadas, noticiados desde o ano passado.

– Esses casos de contaminação atingiram de forma muito forte a minha região. Então eu resolvi buscar conhecimentos, procurei ajuda de professores, estudei alguns conteúdos de química que eu não sabia, para desenvolver um marcador de três tipos de substâncias tóxicas: formol, soda cáustica e amidos – conta Joana.

Com a fita na mão, ela explica que se trata ainda de um protótipo. Diz que precisa fazer ajustes e aperfeiçoamentos antes de pensar em produzir o Detectox em escala industrial. Ano passado, quando fez o projeto, Joana estudava no Colégio Mutirão, em São Marcos (RS), uma escola privada sem fins lucrativos, onde cursava o 3º ano do ensino médio. Agora, faz Engenharia de Materiais na Universidade de Caxias do Sul.

Para o presidente do CNPq, Hernán Cháimovich, a segurança alimentar e nutricional, tema da edição atual do prêmio, é abrangente e perpassa os direitos mais básicos das pessoas. Ele destaca que os projetos de pesquisa, ao se debruçarem sobre o assunto, contribuem na busca do bem-estar da população para uma vida produtiva.

– Todos os brasileiros têm direito ao alimento que seja suficiente para uma vida salutar e que seja seguro. Nós não podemos ter mais brasileiros que não sabem se e quando terão acesso a alimento – afirmou Hernán.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/estudante-ganha-premio-jovem-cientista-com-fita-que-identifica-substancias-toxicas-no-leite-16222785#ixzz3atbGd2gk

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