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Resultado do Ranking dos maiores laticínios do Brasil

mai 7, 2015   //   de Leite Brasil   //   Blog, Blog, Gestão, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Foi divulgado nessa quinta-feira (30/04) pela Leite Brasil o resultado do Ranking dos maiores laticínios do Brasil. O Ranking dessa vez mostrou as 13 maiores empresas do setor (no levantamento anterior, figuraram 12 empresas), que tiveram um crescimento de 8,9% na captação de leite, somando um total de 9,4 bilhões de litros. Se considerarmos somente as 12 primeiras, para que a comparação dos dados seja possível, o crescimento reportado foi de 5,9%; um pouco acima do aumento de 5% na captação formal de leite que ocorreu em 2014.

A estimativa da capacidade instalada de processamento de leite das empresas do ranking 2014 foi de 14.219.087 mil litros ao ano, ou seja, os 13 maiores laticínios do Brasil usaram cerca de 66% da sua capacidade. Em 2013, a capacidade utilizada foi de 70,6%, o que demonstra que houve maior ociosidade no ano passado.

A produção diária do produtor médio destas empresas cresceu 1,1% – o crescimento foi bem menos vigoroso que no Ranking anterior (7,7%). A média de produção por produtor foi de 314 litros/dia contra 311 do levantamento anterior. Entretanto, o número de produtores fornecedores de 2013 para 2014 aumentou quase 10%.

A DPA (joint venture entre Nestlé e Fonterra) manteve a primeira colocação no Ranking, apesar de ter tido um decréscimo de 1,6% em relação a 2013, captando um total 2 bilhões de litros. No ranking anterior, havia apresentado um aumento de 7,7% na captação em comparação a 2012. Em 2014, a joint venture foi desfeita, mas o dado ainda leva em conta a captação de Nestlé e DPA como um só.

No segundo lugar, a BRF melhorou sua situação em relação ao último ranking: de 2012 para 2013 teve uma variação de -10,4%, já de 2013 para 2014 sua variação foi positiva (3,4%), tendo captado 1.424.626.000 litros em 2014. A divisão de lácteos da BRF foi vendida para a francesa Lactalis em 2014. Recentemente, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a transação, que envolveu R$1,8 bilhão.

A Itambé, Laticínios Bela Vista e Embaré mantiveram as mesmas posições do ranking anterior: 3º, 4º e 6º lugar, respectivamente. Laticínios Bela Vista teve o segundo maior crescimento de 2013 para 2014: 24,6%, passando de 1 bilhão de litros recebidos no ano passado.

O 5º colocado, união das cooperativas Castrolanda, Batavo e Capal apresentou o crescimento mais vigoroso: 39,6%, passando de 548 milhões de litros em 2013 para quase 766 milhões de litros captados em 2014. Em 2013 a Capal não foi contabilizada no levantamento.

A Aurora não havia informado o volume no ranking anterior, figurando agora em 7º lugar.

Dentre as 13 empresas do ranking, 5 são cooperativas (Castrolanda & Cia ; Aurora; Confepar; Centroleite e Frimesa), 6 são empresas nacionais (BRF; Itambé, Laticínios Bela Vista; Embaré; Jussara e Vigor) e 2 são multinacionais estrangeiras (DPA, que era a joint venture entre Fonterra e Nestlé; e Danone).

Abaixo é possível conferir o Ranking dos maiores laticínios do Brasil na íntegra.

 

(1) Classificação base recepção (produtores + terceiros) no ano de 2014
(2) Volume das empresas do Grupo Nestlé/DPA
(3) O total de terceiros não inclui o leite recebido de participantes do ranking devido a duplicidade
(4) As três cooperativas praticam um modelo de intercooperação no segmento de lácteos

Fonte: LEITE BRASIL, CNA, OCB, CBCL, VIVA LÁCTEOS e EMBRAPA/Gado de Leite

*A Italac não figurou no Ranking Leite Brasil desse ano, embora o volume processado pela empresa muito possivelmente a colocaria entre os maiores produtores.

Equipe MilkPoint, com informações da Leite Brasil.

Vote na Girolando para o Troféu Agroleite

mai 5, 2015   //   de Leite Brasil   //   Blog, Blog, Eventos, Gestão, Girolando, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Uma das premiações mais importantes do setor leiteiro, o Troféu Agroleite está com votação aberta para a escolha das melhores empresas e entidades de cada segmento.

Troféu Agroleite

A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando concorre na categoria Associação de Produtor.

Serão premiados os mais votados em cada categoria.

Para votar acesse o site http://www.agroleitecastrolanda.com.br/trofeu-agroleite/indicacao

Preencha seu dados de cadastro (nome, cpf, email, profissão ).

No seguimento de  “PRESTADORES DE SERVIÇOS” ,preencha no campo ” ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES ” o nome “ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE GIROLANDO ” e justifique sua escolha.
Ex.A raça que responde por 80% da produção de leite no Brasil.

OBS: Não é necessário votar em todos os outros campos.

Digite do código ao fim da página e clique em ENVIAR.

Contamos com sua ajuda para conquistarmos esse prêmio.

A votação é aberta para todas as pessoas físicas e o uso do CPF (Cadastro de Pessoa Física) validado na Receita Federal garante a segurança do registrar apenas um (1) voto por pessoa. O período das votações será de 26/01/2015 a 31/08/2015.

A premiação foi criada em 2002, com o objetivo de homenagear os maiores e melhores destaques dos segmentos ligados a cadeia do leite como forma de reconhecimento e valorização da contribuição de cada um em todas as etapas de produção, desde as atividades desenvolvidas da porteira para dentro, até aquelas voltadas ao consumidor final.

O Troféu Agroleite é entregue anualmente em cerimônia no Memorial da Imigração Holandesa na Castrolanda, em Castro (PR), aos que mais se destacaram no ano anterior.

Uma nova alternativa para fazer silagem na sua propriedade

mar 28, 2013   //   de admin   //   Blog, Gestão, Notícias, Qualidade  //  2 Comentário

“SILAGE EXPRESS” Prestação de serviços de Ensilagem em Fardos

Neste sistema , da colheita à ensilagem em fardos, os serviços são prestados por profissionais qualificados e equipamentos de alta tecnologia, proporcionando ao criador uma forma de armazenamento prática , onde o aproveitamento da silagem é total, além da manutenção da estabilidade aeróbica , redução de perda de matéria seca e excelente fermentação láctica .

Como resultado final: A MÁXIMA NUTRIÇÃO PARA O SEU REBANHO PRODUZIR MAIS.

Prepare-se para o período da seca! Ainda temos disponibilidade para os meses de abril e maio/2013.
(67) 3028-7911 / 9266-3740

Projeto Piloto “ Qualidade do leite – Terenos/MS”

mar 27, 2013   //   de admin   //   Blog, Gestão, Notícias, Qualidade  //  Nenhum Comentário

Um grupo de pequenos produtores de leite da região do município de Terenos, em Mato Grosso do Sul, mostra como pequenas mudanças de hábitos e práticas podem melhorar substancialmente a qualidade e o volume do produto. Depois de 20 anos de trabalho, sem praticamente nenhum retorno financeiro e muitos já pensando até em abandonar o campo, liderados pela produtora Lucílha de Almeida, eles organizaram um grupo disposto a fazer as mudanças necessárias a fim de garantir as melhorias que proporcionariam um melhor rendimento da atividade.

“Inúmeras vezes procuramos os laticínios e sempre ouvimos que eles não poderiam pagar mais porque a qualidade do nosso leite era ruim, que tinha muita bactéria , pouca gordura…E diante disso nunca conseguimos passar dos 60 centavos por litro de leite produzido”, conta Lucília. O valor pago mal dava para arcar com os custos da produção.

Quarenta produtores decidiram, com o incentivo do laticínio BRF Brasil Foods que lançou o desafio, mudar o rumo dessa história e propuseram um desafio ao laticínio , comprador da produção leiteira da região. “Iríamos em busca das melhorias mas queríamos a garantia de melhores preços pelo nosso produto”, diz Lucílha, que partiu em busca de parcerias e cursos para esse grupo. O gerente regional da empresa, Jeferson Farias, explica que “sempre que o produtor é desafiado, a resposta é positiva”.

Uma das produtoras, que também é zootecnista, Carlinda Maria Oliveira da Silva, foi pessoalmente a cada uma das 40 propriedades envolvidas no projeto para fazer um diagnóstico da situação. “Não encontrei resistência por parte dos produtores porque todos já estavam no fundo do poço, prestes a abandonar a produção.” De posse dessas informações, o próximo passo foram os cursos de qualidade do leite, manejo do gado, alimentação e higienização, oferecidos pelo Senar, através da intermediação da Secretária da Seprotur, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias. O passo seguinte foi conseguir os 8 resfriadores, que atendem o grupo, através de uma parceria com a Prefeitura Municipal de Terenos.

Quatro meses depois, o grupo começa a colher os frutos da iniciativa. A produção subiu de 40 para 80 mil litros/mês e, muitos deles, já começam a receber em dezembro a bonificação pela qualidade do leite. A quantidade de bactérias toleradas no leite, denominada contagem bacteriana total (CBT), que tem como limite total de 100 mil, por mililitro de leite chegou a 5 mil e a contagem de células somáticas (CCS) no leite, que indica o estado sanitário do úbere, que não pode ultrapassar os 400 mil células/litro , está em 23 mil em alguns tanques.

A receita, segundo a organizadora do grupo , é muito simples. “Muita água e sabão para garantir a total higiene e evitar qualquer tipo de contaminação, uma boa alimentação conseguida através do sal de qualidade que passou a nos garantir mais gordura e proteína. E isso tudo com a mesma estrutura que já tínhamos.” Lucílha conta ainda que muitos produtores ainda trabalham de forma bem rústica, com ordenha manual, mangueiro descoberto, o que exige ainda mais cuidados com a higiene. Um dos produtores que mais foi bonificado não tem estrutura nenhuma para ordenha, mas foi o que mais mostrou qualidade com higiene, manejo correto e boa alimentação. Era o grito de liberdade que estava entalado na garganta há mais de 20 anos, a “carta de alforria” como diz Lucília.

Hoje, já recebendo pagamento com valores diferenciados o grupo comemora a conquista e mostra promover o desenvolvimento com pequenas mudanças. Produzindo o dobro de volume de quando começaram o projeto de melhoria, eles afirmam que podem triplicar a produção, sem perder ofoco na qualidade. “Desde que começamos as boas práticas, o leite vem sendo testado mensalmente e estamos conseguindo manter o padrão que o laticínio nos exigia para garantir a melhoria no nosso preço”, comemora Lucílha.

“Desde o lançamento do Programa Leite Forteestamos tentando fomentar o segmento do leite do estado. Várias ações estão sendo desenvolvidas simultaneamente mas essa, em especial, tem uma importância relevante porque veio da base, partiu dos próprios produtores, da união deles, da vontade de fazer certo. O resultado não poderia ser diferente”, comemora a Secretária de Produção, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias.

Jeferson farias, da BRF Brasil Foods, explica que esse pagamento diferenciado era feito em forma de bonificação mas que agora será implantado o Programa Pagamento por Qualidade, que tanto pagará mais pelo leite de boa qualidade quanto descontará valores daqueles que não atingirem o padrão desejado pela empresa. “Temos uma grande responsabilidade. Há cerca de um mês estamos produzindo na nossa planta aqui de Terenos o queijo mussarela Sadia para o abastecimento do mercado brasileiro. Isso faz com que tenhamos uma preocupação muito grande com a qualidade. Daqui pra frente só podemos melhorar”. Hoje 50 por cento do leite processado na empresa é proveniente de tanques comunitários do estado.

Muitos dos que pensavam em abandonar a produção, hoje pensam é em investir em melhorias da infra estrutura da produção leiteira. Para Lucília, o grupo quebrou a barreira que os eparava do bom desempenho e hoje só pensa em compartilhar essa experiência com os demais produtores de leite. E Jeferson arremata, “o produtor só se sente estimulado a produzir mais e melhor quando você paga melhor pelo produto dele. É nisso que acreditamos.”

A Secretária da Seprotur, Tereza Cristina, garante que a partir de agora “ o grande desafio será replicar esse projeto em vários grupos de produtores, principalmente nos 17 municípios escolhidos para alavancar o Programa leite Forte. Essa ação bem sucedida dá novo ânimo aos que abraçaram essa causa e serve de exemplo para os que ainda enfrentaram esse desafio em busca de melhoria na qualidade da produção leiteira”, conclui.

LEITE FORTE

Os 40 produtores que fazem parte desse projeto piloto vão receber assistência de um técnico capacitado pelo programa Leite Forte, que vai oferecer assistência técnica sobre manejo nutricional, melhoramento genético e gestão financeira de propriedade, aumentando assim a quantidade e a qualidade do leite produzido por eles.

O projeto Leite Forte tem como objetivo desenvolver a Bacia Leiteira na região central de Mato Grosso do Sul. O Leite Forte ainda prevê ao longo de três anos qualificar 1.500 produtores em 17 municípios, praticamente dobrando produção/qualidade na Região Central do Estado com a inclusão de assistência técnica efetiva e contínua, com investimento dos parceiros e produtores de cerca de R$ 70 milhões incrementando a atividade em R$ 175 milhões ao longo deste período.

SERVIÇO

O lançamento do Projeto Piloto “ Qualidade do leite – Terenos/MS” será no próximo sábado (09.03) no Ginásio de Esportes P.A. Patagônia. Além de mostrar os resultados positivos da união dos produtores de leite da região, serão debatidos temas ligados à produção leiteira.

Fonte: Rural Centro

Vantagens ou Prejuízos do uso contínuo do hormônio ocitocina em vacas leiteiras.

out 31, 2012   //   de admin   //   Blog, Gestão, Mercado, Palestras, Qualidade  //  2 Comentário

O 2º Fórum do Zebu Leiteiro integrou a programação técnica da Megaleite 2012 e promoveu um debate vigoroso entre técnicos, pesquisadores, criadores, produtores de leite, representantes de empresas privadas e de entidades do setor, sobre as vantagens ou prejuízos do uso contínuo do hormônio ocitocina em vacas leiteiras.

Os integrantes da mesa foram os pesquisadores João Alberto Negrão (FZEA/USP-Pirassununga, SP) e Ronaldo Braga Reis (UFMG-Belo Horizonte, MG), o produtor e selecionador das raças gir leiteiro e girolando e vice-presidente da Girolando, Maurício Silveira Coelho, e Ronaldo Santiago que é diretor de pecuária da Fazenda Calciolândia de criação de gir leiteiro.O debate foi mediado pela gerente do PMGZ Leite, a zootecnista Mariana Alencar.

Maurício Coelho relatou que na Fazenda Santa Luzia, no município de Passos, MG, onde são produzidos, em pico de safra 18 mil litros/dia, a substância é uma ferramenta importante porque reduz o tempo de permanência dos animais na linha de ordenha e tem relação direta com a redução do intervalo entre partos.Ele pontuou que os cuidados sanitários devem ser extremos e explicou como é o protocolo no manejo da fazenda. “Nos temos uma equipe exclusiva para manusear o medicamento, diluir o produto comercial e preparar as doses que vão ser aplicadas nas vacas. O monitoramento é rigoroso. Agulha é individual. O procedimento preserva a sanidade do rebanho porque evita a transmissão de problemas patogênicos”, explica.

Ronaldo Santiago da Calciolândia trouxe para a discussão considerações para a ocitocina como um fator negativo na seleção do gado puro. “Nós buscamos no gir leiteiro aqueles animais capazes de produzir no sistema de ordenha mecânica sem a necessidade da presença do bezerro. Se aplicamos a ocitocina indiscriminadamente, estimulamos de forma artificial a descida do leite e igualamos as vacas dentro desta condição de seleção, e por isso, não vamos conseguir identificar essa característica relacionada ao temperamento das matrizes. Além do problema de mascarar os dados importantes para o melhoramento genético, nós somos contra mecanismos invasivos que impõem sofrimento aos animais. Eu comparo o uso contínuo da ocitocina ao sofrimento pelo qual passam, por exemplo, os pacientes de hemodiálise”, disse Santiago.

O professor Ronaldo Braga Reis, da UFMG, conduziu um estudo em 80 animais. Ele afirmou que o uso do hormônio não gerou diferença significativa na produção mas aumentou a curva de produção das lactações e reduziu o intervalo entre partos. “Nós usamos durante a pesquisa uma quantidade cinco vezes menor da substância do que é permitido. Os resultados que obtivemos contraria a literatura existente que relaciona o tratamento a problemas de infertilidade nas fêmeas. Diluímos 10 unidades internacionais/ml da ocitocina para fazer doses com apenas 2 un/ml.

A diferença entre remédio e veneno é mínima”, concluiu o pesquisador. João Alberto Negrão, pesquisador da FZEA/USP, concorda que o hormônio pode representar um risco para projetos seletivos por alterar informações de características, mas ele destaca o medicamento como ferramenta tanto para indução do parto como para melhorar a eficiência dos projetos comerciais e condena o uso indiscriminado em 100% do rebanho. “Usar ocitocina em todas as vacas que entram na ordenha é uma atitude anti-econômica pois eleva os custos em uma atividade que já trabalha com margens muito reduzidas. O hormônio é importante para as vacas que realmente apresentam problemas ou dificuldades na injeção do leite. Saber em qual vaca usar a ocitocina vai depender muito do conhecimento e da atenção do ordenhador. Com relação a interferir na qualidade do produto, isso não é considerado um problema já que a ocitocina é um dos componentes naturais do leite e mesmo em nível mais elevado pela aplicação, ela acaba diluída no suco gástrico.

Fonte:babcock.cals.wisc.edu/Images/P-Fig21_1.gif

Figura 1: Reflexo de ejeção do leite-quando a vaca é estimulada pelo toque na pele do úbere, pelo som do equipamento de ordenha ou pela visão de um bezerro, impulsos nervosos passam para o hipotálamo no cérebro. O hipotálamo estimula a glândula pituitária posterior a liberar ocitocina. O sangue carrega esse hormônio às células mioepiteliais que circundam o alvéolo. A contração das células mioepiteliais força o leite para dentro do sistema de ductos e da cisterna da glândula. Excitação ou dor inibem o reflexo de ejeção do leite.

Inibição da descida do leite

Em algumas situações, o reflexo de ejeção do leite pode ser inibido. Quando isso ocorre, o leite não é liberado dos alvéolos e somente uma fração pequena pode ser coletada. Impulsos nervosos são enviados à glândula adrenal quando eventos incômodos ocorrem durante a ordenha (dor, excitação ou medo). O hormônio adrenalina, liberado pela glândula adrenal, pode induzir a constrição dos tecidos sanguíneos e capilares no úbere. O fluxo sanguíneo reduzido diminue a quantidade de ocitocina enviada ao úbere. Além disso, a adrenalina parece inibir diretamente a contração das células mioepiteliais no úbere. Portanto, a vaca pode não ser ordenhada rapidamente e completamente nas seguintes situações:
# Preparo inadequado do úbere
# Atraso na colocação de teteiras (ou início da ordenha manual) minutos após preparo do úbere
# Situações diferentes que levam à dor (apanhar) ou medo (gritar, latir)
#Falha no funcionamento do equipamento de ordenha

Após a primeira parição, as vacas devem ser treinadas à rotina de ordenha. A situação emocional que ocorre nessas vacas pode ser o suficiente para inibir o reflexo de ejeção do leite. Uma injeção de ocitocina em várias ordenhas pode ajudar. Entretanto, essa prática não deve ser feita rotineiramente porque algumas vacas podem rapidamente se tornar dependentes da injeção para o reflexo de ejeção do leite.

Fonte: ABCZ adaptada pela Leite Brasil.com.br

Larissa Vieira
imprensa@girolando.com.br

Proposta de um Programa de Higiene Ambiental em Fazendas Leiteiras: Melhoria da Qualidade do Leite

abr 10, 2012   //   de admin   //   Blog, Blog, Gestão, Qualidade  //  Nenhum Comentário

Guilherme Augusto Vieira (Médico Veterinário, Doutorando em História das Ciências Agrárias, Professor do Curso de Veterinária da Unime- Bahia, Autor do livro: Como montar uma farmácia na fazenda) 

A pecuária leiteira apresenta vários processos produtivos especializados ao longo de suas atividades, deixando de ser uma atividade simples e de subsistência para se tornar uma atividade com finalidade empresarial e econômica.

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Top 100 MilkPoint – 2011: conheça os maiores produtores de leite do Brasil

abr 10, 2012   //   de admin   //   Blog, Gestão, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

O site MilkPoint finalizou o levantamento Top 100 2011 – base 2010, que reúne os 100 maiores produtores de leite no ano passado. O Levantamento Top 100 é uma iniciativa do MilkPoint, realizada pela primeira vez em 2001, visando conhecer quais eram e aonde se localizavam os maiores produtores de leite do Brasil, suprindo uma lacuna de informação existente no setor e permitindo que se acompanhasse, no âmbito dos grandes produtores, as alterações da chamada “geografia do leite no país”.

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