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Após atingir o maior patamar,o preço do leite se mantém alto

set 6, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Preços  //  Nenhum Comentário

O consumidor, que nos últimos meses viu o preço do leite disparar, pode se acostumar a pagar caro pelo produto. Nem a chegada do período chuvoso, que torna os pastos mais fartos, aumenta a produção, e normalmente, barateia o produto, será suficiente para derrubar os preços. A expectativa mais otimista é que, no máximo, o valor pare de subir.

“Chegamos a um patamar de preços em que a tendência é estabilizar, mas acredito que não caia”, diz o diretor executivo do Sindicato da Indústria do Laticínio em Minas Gerais (Silemg), Celso Moreira. “Com a chegada do período chuvoso, a tendência é que os preços se estabilizem em setembro. Depois, pode haver uma leve queda, mas a tendência a curto e médio prazos é que o preço se mantenha no patamar atual”, diz o analista de agronegócio da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Wallinsson Lara.

Neste ano, segundo o Ipead/UFMG, o leite ficou 11,04% mais caro para o consumidor de Belo Horizonte, quase o dobro da inflação, que acumula 5,84% desde janeiro. O valor pago ao produtor subiu ainda mais, 24,2%, de acordo com dados da Faemg.

Lara explica que o aumento de preços se deve, principalmente, ao desequilíbrio entre oferta e demanda. Nos últimos anos, com a melhora do poder aquisitivo da população, o consumo do produto vem crescendo 5,4% ao ano, enquanto a produção sobe 4,6% ao ano. “O aumento de renda incentiva a população a consumir certos produtos, como o leite e seus derivados”, diz.

De acordo com o Silemg, nos últimos dez anos o consumo per capita passou de 125 litros anuais para 180 litros por ano. Apesar da alta, a média ainda é abaixo dos 200 litros por pessoa a cada ano recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Esse aumento de demanda não é exclusividade no Brasil. Nos últimos anos, os chineses também estão bebendo mais leite, o que afetou todo o mercado mundial. Como a demanda é muito grande, os preços subiram. Outro fator que pressionou a alta foi o clima desfavorável em 2012, que elevou os custos do produtor.

Após atingir o maior patamar dos últimos seis anos, o preço do leite está contrariando as expectativas e se mantém alto. Em agosto, o valor pago ao produtor teve a sétima alta mensal consecutiva e, na média, chegou a R$ 1,0861 por litro, conforme o Centro Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USR O maior avanço foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,1339, alta de 2,1%. Os reajustes já chegam aos consumidores. O produto teve alta de 27,24% nos últimos 12 meses encerrados em julho, conforme o IPCA. No Rio, o avanço no preço do longa vida chegou a 33,25%.

O incremento se deve à demanda alta, à longa entressafra e à desaceleração na produção no Sul por causa do frio.

Em efeito cascata, outros itens do café da manhã passaram a pesar mais: o queijo ficou 5,34% mais caro; o iogurte e as bebidas lácteas subiram 8,48%; e o leite em pó teve reajuste de 17,31%.

– Os preços são mais altos no Rio porque o Estado não tem produção expressiva – diz Paulo Ozaki, analista do Cepea.

A expectativa é que os preços fiquem estáveis até outubro quando a próxima safra, oriunda do Centro-Oeste e do Sudeste, começa a entrar no mercado, afirma Andres Padilla, analista do Rabobank.

 

OPORTUNIDADE: Leilão SUCESSORES DE SUCESSO – 03 DE JULHO

jul 3, 2013   //   de admin   //   Blog, Leilões  //  Nenhum Comentário

ACAÇA SANSÃO FIV FZD
GIROLANDO FZD – FAZENDA FAZENDÃO

PRODUÇÃO DE 47,00Kg
MEGALEITE 2013

Filha de CAÇAPAVA FRUITA ( ETAZON FRUITA x FLOR TE DE BRASILIA)
FLOR é UDO em SALOMÉ.
Irmã da INDIA , mãe de dois grandes touros : SUPRASUMO ( 13º ) e PUNO ( 14º ) ( Posição no Sumário do GIR LEITEIRO 2013)
VACA TOP 1.000 = 153ª PTA EMBRAPA / GIROLANDO = 1.283 ( julho/2013)
CAÇAPAVA FRUITA
Lactação Oficial: SCL
até 305 dias 9.925,65 Kg
até 365 dias 10.708,92 Kg
Média Diária: 30,95 Kg

Foram realizadas 3 Aspirações na ACAÇA SANSÃO
07/10/2010 – 38 oocitos = 12 embriões
31/08/2011 – 28 oocitos = 10 embriões
03/12/2013 – 40 oocitos = 08 embriões
Filha de SANSÃO, vai a Fazenda Brasília, com o melhor do Holandês – ETAZON FRUITA, em uma FILHA DE UDO, irmã materna de INDIA ( mãe de PUNO e SUPRASUMO )

Com uma linda bezerra AFTERSHOCK ao pé. Com o próprio nome de SUCESSORA.

 

Estudo “esclarece” ligação de produtos lácteos e saúde óssea

jun 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Notícias  //  Nenhum Comentário

Os produtos lácteos são uma fonte complexa de nutrientes essenciais, mas nem todos são igualmente benéficos para o esqueleto.

São Paulo – A composição dos nutrientes varia entre os alimentos lácteos. Ingerir leite desnatado ou iogurte (e não ingerir creme de leite) pode aumentar a ingestão de proteínas, cálcio e vitamina D, limitando a ingestão de gorduras saturadas Um estudo realizado por pesquisadores do Institute for Aging Research (IFAR), um afiliado da Harvard Medical School (HMS), descobriu que a ingestão de laticínios – especialmente leite e iogurte – está associada com uma maior densidade mineral óssea (DMO) do quadril, mas não da coluna vertebral. Já o creme de leite, por outro lado, pode estar associado com uma menor DMO total. Publicado na revista Archives of Osteoporosis, o estudo sugere que nem todos os produtos lácteos são igualmente benéficos para promover a saúde dos ossos.

De acordo com os pesquisadores, os laticínios fornecem diversos nutrientes importantes que são benéficos para a saúde óssea. No entanto, o creme de leite e seus derivados, tais como sorvetes, apresentam baixos níveis desses nutrientes e têm altos níveis de gordura e açúcar”, informa o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

Segundo os resultados da pesquisa, 2,5-3 porções de leite e de iogurte por dia foram associadas a uma melhor densidade óssea. Mais pesquisas são necessárias para examinar o papel da ingestão do queijo (alguns dos quais podem ser ricos em gordura e de sódio) e se os alimentos lácteos individualmente têm um impacto significativo na redução de fraturas.

Os pesquisadores basearam suas conclusões em dados coletados a partir de um questionário de frequência alimentar preenchido por 3.212 participantes do Framingham Offspring Study. Eles compararam a ingestão de laticínios dos participantes com sua densidade mineral óssea, o que revelou os benefícios do leite e do iogurte e os malefícios do creme de leite para grande parte dos homens e mulheres de meia idade que participaram do estudo.“Segundo o estudo, a composição dos nutrientes varia entre os alimentos lácteos. Ingerir leite desnatado ou iogurte (e não ingerir creme de leite) pode aumentar a ingestão de proteínas, cálcio e vitamina D, limitando a ingestão de gorduras saturadas”, diz o médico.

Este estudo é um exemplo de uma área de pesquisa em crescimento, focada na relação entre a nutrição e saúde dos ossos. Estudos anteriores sugerem que os produtos lácteos contêm mais do que um nutriente benéfico, e por esta razão, alguns produtos lácteos podem contribuir mais para a manutenção dos ossos saudáveis. “Pesquisas como esta apoiam a ideia de que a nutrição adequada pode ajudar a combater a osteoporose e as fraturas”, afirma o reumatologista.

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/saude/noticias/estudo-esclarece-ligacao-de-produtos-lacteos-e-saude-ossea

12 regras de ouro para ordenha

jun 10, 2013   //   de admin   //   Blog, Notícias, Qualidade  //  Nenhum Comentário
1. Monitore regularmente
a saúde do úbere
2. Ordem da ordenha 3. Tetos e extremidades dos tetos limpos 4. Sempre retire um primeiro jato de leite
12 regras de ouro para ordenha, passo 1 12 regras de ouro para ordenha, passo 2 12 regras de ouro para ordenha, passo 4 12 regras de ouro para ordenha, passo 3
– Verifique regularmente toda
saúde do úbere
e qualidade do leite
informações fornecidas
pelo laticínio,
organizações de teste oficial, clínicas veterinárias e em testes da fazenda usando o contador de células DeLaval
(DCC) ou o Califórnia Mastite Teste (CMT). 

– Desenvolva referências para cada vaca e rebanho para ajudar no monitoramento
de mudanças que podem ocorrer.

– Independentemente do sistema de alojamento ou tamanho do rebanho, ordenhe primeiramente as novilhas, depois as vacas recém-paridas e em seguida o rebanho principal. 

– Ordenhe as vacas doentes por último e em seguida lave e higienize o sistema de ordenha.

– Para controlar a mastite e produzir leite de alta qualidade, é preciso que as vacas tenham os tetos limpos e secos quando as unidades são acopladas. Limpe cada teto e extremidade do teto com materiais aprovados. Seque cada teto usando papel descartável ou toalhas de pano, uma por vaca. Se forem utilizadas toalhas de pano, elas devem ser lavadas e secas antes de serem reutilizadas. – Retire 2 a 3 jatos de colostro e examine-o. Em instalações em sala de ordenha e baia de laço use uma caneca com peneira. Lave o chão da sala de ordenha antes da entrada do grupo de vacas seguinte. 

– O colostro fornece um sinal importante para iniciar a ejeção do leite e fornece uma oportunidade para detectar e evitar a entrada de leite anormal no tanque.

Nunca comece o procedimento da ordenha com a limpeza dos tetos! O resultado é que os germes do canal da teta se moverão mais para dentro do úbere. Sempre comece com o colostro

Durante a ordenha

5. Verifique o sistema da ordenha 6. Acople o conjunto da ordenha no momento adequado 7. Evite a sobreordenha 8. Garanta a remoção adequada do conjunto de ordenha
12 regras de ouro para ordenha, passo 5 12 regras de ouro para ordenha, passo 6 12 regras de ouro para ordenha, passo 7 12 regras de ouro para ordenha, passo 12
– Selecione um nível de vácuo e sistema de pulsação apropriados para a fazenda e faça a instalação de acordo com as especificações da DeLaval. 

– Sempre verifique o nível de vácuo no início de cada ordenha.

 

– As unidades de ordenha devem ser acopladas dentro de 60 a 90 segundos de todos os procedimentos de preparação da teta. 

– Minimize entradas de ar durante o acoplamento do conjunto de ordenha.

– Ajuste o conjunto de ordenha de forma que esteja equilibrado entre a parte da frente e a de trás, e entre os lados, sem torção.

 

– A sobreordenha é considerada como causa principal da hiperqueratose da extremidade do teto. Quando o úbere tiver sido esvaziado satisfatoriamente, a unidade de ordenha deve ser removida. Isso pode ser detectado por observação manual ou, em sistemas com ACRs, permitindo que os sensores de fluxo detectem o fluxo baixo e direcionem a remoção automática do conjunto de ordenha. Sistemas de ordenha controlados pelo fluxo fornecem uma indicação visual quando for obtido fluxo baixo. – Quando a ordenha estiver concluída, o vácuo para o conjunto de ordenha pode ser desligado manual ou automaticamente. Deixe que o vácuo do coletor abaixe completamente antes de retirar a unidade. NÃO comprima o úbere nem puxe as unidades de ordenha, pois isso pode levar à entrada de ar na teteira, o que tem sido relacionado a novos casos de mastite. 

 

 

Após a ordenha

9. Higienize os tetos após cada ordenha 10. Limpe o equipamento de ordenha imediatamente após a ordenha 11. Resfrie o leite adequadamente 12. Monitore regularmente a qualidade do leite e do equipamento de ordenha, assim como os dados sobre o desempenho da ordenha.
imersão do teto 12 regras de ouro para ordenha, passo 10 12 regras de ouro para ordenha, passo 11 12 regras de ouro para ordenha, passo 12
– Assim que possível após a remoção da unidade, faça a higienização de cada teto com um banho pós-ordenha ou pulverização do teto aprovados. Este é o procedimento mais eficaz para evitar que organismos contagiosos de mastite se disseminem entre as vacas. 

 

– Limpe as superfícies exteriores do sistema de ordenha. 

– Após cada uso, enxágue e limpe, manual ou automaticamente, todos os componentes do sistema usando produtos adequados na temperatura apropriada. Deixe que o sistema seque.

– Quando necessário, higienize o sistema antes da ordenha seguinte usando higienizadores na diluição adequada.

– Verifique as temperaturas de resfriamento para certificar-se de que estão sendo alcançadas temperaturas adequadas durante e depois de cada ordenha. 

– Temperaturas de refrigeração adequadas diminuem imensamente ou paralisam o crescimento da maioria das bactérias.

 

 

– Analise regularmente todas as informações sobre qualidade do leite, composição do leite e desempenho do centro de ordenha e compare-as com dados históricos. 

– Substitua as teteiras e artigos de borracha de acordo com as recomendações. Artigos de borracha antigos apresentam rachaduras e se tornam porosos, o que influencia no desempenho da ordenha e aumenta o risco de acúmulo de terra e bactérias. Tais problemas podem levar a aumento da duração da ordenha e a aumento de contagem de bactérias.

– Faça a manutenção regular do sistema de ordenha completo, de acordo com as recomendações da DeLaval.

 

Fonte: http://www.delaval.com.br/-/Dairy-knowledge-and-advice/12-golden-rules-for-milking/#.UbKLIbh5gKw.facebook

Ministro detalha ações para pecuária do leite em evento no Nordeste

jun 10, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

As medidas adotadas pelo Governo Federal para apoiar a pecuária leiteira durante a safra 2013/14 foram explicadas pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, nesta quinta-feira, 6 de junho, durante o XI Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados, que acontece em Natal (RN).
As ações fazem parte do Plano Agrícola e Pecuário 2013/14. De acordo com o ministro, em relação aos empréstimos de investimento, a produção leiteira passa a contar com o programa Inovagro, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro por meio da inovação tecnológica. Nessa modalidade, cada produtor poderá contratar até um milhão de reais, com taxa de juros de 3,5% ao ano.
– Essa iniciativa do Governo Federal vai financiar melhorias no padrão tecnológico das propriedades rurais, como possibilitar a automação da ordenha – explicou o ministro.
Por meio do Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro), os produtores poderão financiar a reposição de matrizes que comprovadamente tenham doenças como brucelose e tuberculose. Os limites para essa finalidade aumentam na safra 2013/14 em relação à atual. Passam de R$ 3,5 mil para R$ 4,5 mil por matriz, e de R$ 150 mil para R$ 200 mil no valor máximo de crédito liberado por produtor. O prazo de pagamento é de até 10 anos, sendo três de carência.
Os produtores de leite também vão ter melhores condições de financiamento de custeio a partir da próxima safra. O limite de financiamento passou de R$ 800 mil para R$ 1 milhão de reais, com taxas de juros de 5,5% ao ano.
– Fiz questão de vir ao Nordeste para informar que, ainda em junho deste ano, sete estados da região além do Pará, serão reconhecidos nacionalmente como áreas livres de febre aftosa com vacinação – disse o ministro, que foi parabenizado pela governadora potiguar Rosalba Ciarlini pelo anúncio da medida que também contempla o Rio Grande do Norte.
Antônio Andrade lembrou ainda das medidas de apoio do Governo Federal aos produtores da região. Entre elas, a remoção até agora de 500 mil toneladas de milho do Centro-oeste para venda em balcão a preços subsidiados; a proposta regionalizada do Plano Agrícola e Pecuária para o semiárido, com a suspensão da execução das dívidas dos agricultores junto aos bancos; e a autorização por três anos para que indústrias sob fiscalização federal possam destinar 35% da capacidade total de produção para a reconstituição de leite em pó.

Projeto propõe práticas agrícolas sustentáveis no MT
Na última terça-feira, na Superintendência Federal de Mato Grosso (SFA), uma reunião sobre o Projeto “Agricultura de Baixo Carbono e Desmatamento Evitado para reduzir a Pobreza no Brasil” do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Governo Britânico, por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O projeto tem o objetivo de difundir a adoção das novas tecnologias indicadas pelas boas práticas de produção agrícola sustentável, que permitam rentabilidade econômica, sustentabilidade ambiental e baixa emissão de gases causadores do efeito estufa. A proposta é atuar em regiões onde atividades ligadas à agricultura têm causado impactos ambientais indesejados. O Mapa e representantes do Governo do Reino Unido decidiram trabalhar com os biomas Mata Atlântica e Amazônia. No total o projeto pretende, em um prazo de quatro anos, recuperar 41.560 hectares de áreas degradadas.
Estiveram presentes no evento, representantes da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural do Estado do Mato Grosso (Empaer), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Mato Grosso (OCB), servidores da Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário (DPDAG), o superintendente Federal de Agricultura (SFA/MT), Francisco Moraes Chico Costa, o coordenador Geral do Projeto, Derli Dossa, o coordenador para Amazônia, Dalembert de Barros Jaccoud e o secretário executivo do Projeto, Gilberto Corbacho.
Foram definidos na reunião, os dez municípios de Mato Grosso que participarão do Projeto. Entre eles, Juína, Juara, Brasnorte, Alta Floresta, Nova Canaã do Norte, Terra Nova do Norte, Sinop, Marcelândia, Cotriguaçu e Querência. Além disso, foi formado o Comitê Técnico que irá subsidiar a Coordenação Nacional do Projeto na execução das atividades no estado.
Está prevista nova reunião para o dia 12 de junho, na SFA/MT, para tratar de assuntos relativos ao andamento do projeto.

Secretário do Mapa é o novo diretor da organização de mercados atacadistas
O secretário de Produção e Agroenergia, do Ministério, João Alberto Paixão Lages, foi indicado para representar a América Latina na diretoria da União Mundial de Mercados Atacadistas (WUWM, na sigla em inglês). Os novos diretores escolhidos foram empossados no dia 25 de maio, em Helsinki, na Finlândia. Entre os convidados estavam os dirigentes e técnicos da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen).
De acordo com Paixão Lages, “o Brasil é um dos maiores produtores do mundo no segmento atacadista, e poderá ser em breve, também, um dos maiores fornecedores, bastando para isto, a apropriação das tecnologias que garantam a qualidade e padrões de fornecimento estipulados pelo mercado mundial.”
Ele reforçou “o interesse do país em reorganizar os sistemas Ceasas, modernizando-os e construindo novas centrais. Desta forma, estará garantido espaço ao produtor rural, para se fazer o equilíbrio entre a oferta, a demanda e os preços; evitando o que ocorreu, recentemente, no caso do tomate”.

Fonte: http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=134510&Categoria=CONJUNTURA

Governo cria agência para reforçar apoio à agricultura familiar

jun 10, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Danilo Macedo e Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) deve contar com 130 funcionários e orçamento estimado para 2014 em R$ 1,3 bilhão, destinado principalmente à contratação de serviços. As áreas prioritárias serão a cadeia produtiva do leite, considerada um potencial pouco explorado, a produção na região do semiárido, com tecnologias de convivência com a seca, e a agricultura orgânica e de baixo carbono.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse que a Anater será um serviço social autônomo, de direito privado e sem fins lucrativos, a exemplo da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos e da Agência de Desenvolvimento Industrial. O Poder Executivo definirá as atividades por meio de contrato de gestão. A Anater poderá ter estatuto próprio de licitações, contratos e convênios. Deverá contratar prestadores de assistência técnica e de auditagem dos serviços.

A presidenta Dilma Rousseff disse que a nova agência dará braços e pernas às tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para aumentar a produtividade. “[A Anater] É um órgão de difusão de tecnologia, concentrado, sobretudo, nos pequenos e nos médios [produtores], porque nós mudamos o patamar. Com tecnologia, se produz, na mesma área, mais e melhor, diminui-se os custos da produção, se adapta e respeita o meio ambiente onde você está”.

O projeto de lei que criará a Anater foi assinado pela presidenta durante o anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 e será encaminhado ao Congresso Nacional em regime de urgência. A presidenta Dilma ressaltou que a relação Embrapa-Anater terá mão dupla, na medida em que os prestadores de serviço de assistência técnica e extensão rural levarão os conhecimentos específicos até os produtores rurais, mas também retornarão com demandas destes agricultores à Embrapa.

Segundo o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, a empresa terá papel importante de trazer outros atores para o processo de assistência técnica, como institutos federais de pesquisa e empresas privadas, e desenvolver novos métodos de transferência tecnológica, além de capacitar profissionais multiplicadores de conhecimento.

“O Brasil tem um grande acervo de conhecimentos prontos para serem levados ao campo: automação, agricultura de precisão, agregar valor à sua produção para que os produtores alcancem mercados cada vez mais rentáveis”. De acordo com Lopes, a capacidade instalada da Embrapa permitirá a capacitação, entre agosto e dezembro, de 4.430 profissionais.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, disse que os agricultores familiares querem discutir com a Embrapa os conhecimentos que serão repassados pela Anater. “Para que não nos coloquem qualquer tecnologia, respeitando as diversidades regionais. Se a agência funcionar como foi dito, vamos dobrar a produção da agricultura familiar e incorporar produtores que não estão produzindo”, disse.

Edição: Beto Coura

Governo eleva limites de crédito para pecuária leiteira

jun 10, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

O governo federal elevou os limites de financiamento da pecuária leiteira na safra 2013/14. No caso do crédito para reposição do plantel o valor passa de R$ 3,5 mil para 4,5 mil por matriz. O teto do valor financiado por criador, que era de R$ 150 mil, passa para R$ 200 mil. O prazo de pagamento dos investimentos é de até 10 anos, sendo três anos de carência. A linha de crédito faz parte do Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro), destinada ao financiamento da reposição de matrizes que comprovadamente tenham doenças como brucelose e tuberculose.

O aumento dos limites foi anunciado nesta quinta-feira, 6, pelo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, durante o XI Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados, que está sendo realizado em Natal (RN). O governo também aumentou o limite do crédito de custeio da pecuária leiteira, que passa de R$ 800 mil para R$ 1 milhão por criador. As taxas permanecem em 5,5% ao ano.

Antônio Andrade lembrou que em relação ao crédito para investimento, a pecuária leiteira poderá ter acesso a linha de financiamento do recém-lançado programa Inova Agro, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro por meio da inovação tecnológica. O criador poderá contratar até R$ 1 milhão a taxas de juros de 3,5% ao ano. ‘O governo federal vai financiar melhorias no padrão tecnológico das propriedades rurais, como a automação da ordenha’, explicou o ministro.

No encontro com os produtores nordestinos, o ministro lembrou que várias medidas foram adotadas pelo governo federal para atender a região, como a remoção até agora de 500 mil toneladas de milho do Centro-Oeste para venda em balcão a preços subsidiados; a proposta regionalizada do Plano Agrícola e Pecuária para o semiárido, a suspensão da execução das dívidas dos agricultores junto aos bancos; e a autorização por três anos para que indústrias sob fiscalização federal possam destinar 35% da capacidade total de produção para a reconstituição de leite em pó.

As informações são da Agência Brasil , adaptadas pela Equipe MilkPoint.

EUA: campanha REAL Seal para promover “leite de verdade” chega às redes sociais

jun 10, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Em uma celebração do Mês de Lácteos em Junho, os esforços da Federação Nacional de Produtores de Leite dos Estados Unidos (NMPF, da sigla em inglês) para revitalizar a campanha REAL® Seal ganharam um novo impulso. Uma nova campanha está sendo lançada, permitindo que os consumidores aprendam mais sobre os benefícios dos verdadeiros produtos lácteos americanos e dos alimentos feitos com eles, usando uma nova página no Facebook, interação com blogs e publicidade digital.

A página do REAL® Seal no Facebook criou um novo perfil visual para envolver o público-alvo, que consiste especialmente de mães e chefes de famílias, encorajando-os a comprar produtos lácteos e alimentos contendo produtos lácteos. A página inclui atualizações interativas, apresentações multimídias, concursos, pesquisas e quizzes. Um dos elementos do lançamento da página no final do mês será o concurso “Nome do Personagem” para definir o nome de um novo personagem de desenho animado do REAL® Seal, que pode ser visto no site e no vídeo abaixo:

 

A campanha alcançará os blogueiros que escrevem sobre maternidade, alimentos, saúde e bem-estar e estilos de vida, gerando conversas online e conscientização sobre a campanha, levando os consumidores às páginas oficiais da campanha REAL® Seal. Em julho, uma seção especial de Guia aos Compradores será adicionada ao site da REAL® Seal, onde os consumidores poderão encontrar produtos lácteos e outros alimentos feitos com produtos com leite que estão usando o selo REAL® Seal, bem como restaurantes que servem somente produtos lácteos com esse selo. Os usuários do selo terão a opção de fornecer links da campanha em seus sites oficiais.

“O advento das mídias sociais mudou a forma como as marcas se relacionam com os consumidores”, disse o diretor operacional da NMPF, Jim Mulhern, que associou o REAL® Seal da Associação das Indústrias de Lácteos Unidas e está encabeçando a revitalização desse selo. “Hoje, há uma maior expectativa de transparência e engajamento na cadeia de bens aos consumidores. A REAL® Seal permite que as companhias de lácteos se definam em meio a um mar de imitadores e um novo selo permitirá que elas utilizem isso como uma rotulagem do país de origem, o que em si já denota valores importantes”.

Mulhern disse que o ambiente comercial mudou dramaticamente nos 30 anos desde que o REAL® Seal se tornou um ícone nacional e iniciaram os esforços da NMPF para trabalhar com os processadores de lácteos orientando-os a usar o selo e aproveitar as novas ferramentas para alcançar os consumidores. O objetivo será usar as mídias sociais e outros esforços de alcance digital para lembrar aos consumidores mais velhos sobre o que o selo significa e para educar uma nova geração para procurar o selo nas embalagens.

“O mercado está cheio de produtos embalados para se parecer com produtos lácteos, retratados como produtos lácteos, até mesmo usando nomes comuns, mas que não são lácteos de verdade. Os alimentos feitos com grãos, vegetais, plantas e nozes usurparam as designações como leite, queijo, iogurte, sorvete e o uso do REAL® Seal pode nos ajudar a recuperar alguns portfólios tradicionais dos lácteos”.

“Atualmente, o REAL® Seal está sendo usado primariamente nos produtos lácteos e pizza”, disse Mulhern. “Com mensagens como ‘Feito Com’, ‘Nós usamos somente’ e ‘Americano’ acima do símbolo REAL® Seal e descrições dos produtos lácteos como queijo, manteiga, ingredientes lácteos. Acreditamos que seu uso pode ser estendido a vários produtos feitos com lácteos de verdade e vendidos aqui e nos mercados de exportação”.

A reportagem é do Dairy Herd, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

Câmara Setorial promove “Leite da Manhã” para comemorar o Dia Mundial do Leite – 01 de Junho

mai 30, 2013   //   de admin   //   Blog, Eventos, Mercado  //  Nenhum Comentário

Os vereadores e deputados estaduais do MS, tiveram a oportunidade de experimentar vários tipos de leites e queijos entre outros derivados produzidos nas fazendas de Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma ação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Sindicato das Indústrias de Laticínios, como forma de divulgar o Dia Mundial do Leite, comemorado anualmente no dia 1º de junho.

Com a finalidade de chamar a atenção do Poder Executivo para a cadeia produtiva do setor lácteo, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do MS (Sistema Famasul), do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Mato Grosso do Sul (Silems) e do Núcleo de Criadores da Raça Girolando do MS, realizou o “Leite da Manhã”.

Nesta terça-feira (28), foi montada uma mesa repleta de leite e produtos derivados, na área interna da Câmara dos Deputados no dia 28 de maio. Já no dia 29, o Leite da Manhã foi na Assembleia Legislativa.

O Leite da Manhã é uma ação da Campanha Beba Mais Leite, realizada em celebração ao Dia Mundial do Leite, comemorado no dia 1º de junho. O objetivo é conscientizar a população para a importância do consumo do leite e seus derivados para a saúde. A meta é colocar essa data no Calendário Oficial de Comemorações a fim de realizar ações e eventos anualmente neste período. A proposta é criar a ” Semana Sul Mato-grossense do Leite “.

De acordo com o coordenador da Câmara Setorial, Ronan Salgueiro, este é o momento de divulgar a importância do leite no cenário econômico e social do Estado. O consumo de leite no Brasil, com 172 litros pessoa por ano, está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 250 litros por pessoa por ano.

“De certa forma todos nós consumimos o leite, seja puro ou nos derivados, ou seja, pães, bolo, iogurte etc. Além disso, geralmente é o primeiro alimento da nossa vida, após o leite materno”, afirma Salgueiro.

Mais um momento para repensar o leite no Brasil

mai 30, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado  //  Nenhum Comentário

Os recentes episódios envolvendo fraudes no transporte de leite no Rio Grande do Sul, caprichosamente às vesperas do Dia das Mães, expuseram mais uma vez fragilidades na cadeia de fornecimento de leite e nos remeteram de volta a 2007, quando foi deflagrada a Operação Ouro Branco, nos dando a talvez falsa sensação de que, nesses 6 anos, pouco avançamos nesse quesito.

Garantir a qualidade não é tarefa fácil em um mundo globalizado. Com cadeias de suprimento cada vez mais longas e com o aumento da escala, perde-se o contato com etapas de produção que, antes, eram acompanhadas de perto pelas empresas. Tivemos recentemente o caso da carne de cavalo na Europa; uma empresa processa, vende para outra, o produto é embalado com uma marca de um terceiro e, finalmente, ganha o mercado. Não raro, um produto alimentício tem ingredientes provenientes de diversos países, como uma linha de montagem global.

Garantir a qualidade e a conformidade de cada ingrediente e de cada etapa de produção passa a ser um significativo desafio, ainda mais quando a busca incessante por custos mais baixos para competir faz com que fornecedores digamos, menos tradicionais, sejam selecionados – como foi o caso da carne romena, que continha carne eqüina no meio da bovina. O problema é que esse produto, ao ser embalado sob determinada marca, evidentemente passa a ser identificado como tal junto ao mercado. A solução passa por um rigoroso processo de certificação dos fornecedores, além de monitoramento da qualidade, o que gera custos extras que, no curto prazo, pressionam os resultados, mas que, no longo prazo, garantem a sustentabilidade do negócio.

Em 2008, na China, um episódio de fraude na cadeia do leite gerou efeitos que perduram até hoje. Naquele episódio, intermediários utilizaram melamina, um produto que eleva a proteína do leite e, de quebra, gera falência renal para quem o consome.

Mais de 200 mil bebês foram afetados, já que o produto foi vendido para uso em fórmulas infantis, ironicamente onde mais se agrega valor quando se pensa em uso nobre para o leite em pó. Empresas quebraram, a produção estacionou e abriu-se espaço para o aumento das importações, resultando assim em grande parte do volume importado pela China desde então, fazendo a festa dos neozelandeses e norte-americanos que ocuparam este mercado. O chinês perdeu a confiança no produto nacional e prefere pagar um prêmio pelo produto importado. Para refletir.

Não é realista achar que alguém está imune a fraudes, até porque os fraudadores podem aperfeiçoar seus métodos e ingredientes. Entendo ser necessário atuar em 3 frentes imporantes:

a) Penalizações significativas para infratores, tornando a infração menos atraente. Considerando os 100 milhões de litros de leite transportados pelas empresas infratoras entre abril de 2012 e maio de 2013, segundo matéria do jornal Estado de S. Paulo, e supondo um preço médio de R$ 0,85/litro, tem-se que, a grosso modo, 10% de “economia” no leite através da fraude resultaria em ganhos extras de R$ 8,5 milhões caso 100% desse leite tenha sido fraudado. Independentemente se os valores são esses, o fato é que os ganhos são elevados quando se multiplica centavos por milhões por dia e, como tal, precisa receber punições que tornem esse grande negócio menos atrativo.

b) Fiscalização. Não sou especialista em inspeção e, portanto, não irei muito além nessa questão além de revisitar temas que já são por todos conhecidos. Unificação dos sistemas de inspeção municipal, estadual e federal; aprovação do RIISPOA para que tenhamos o marco legal da IN 62 definido, capacitação dos laboratórios se necessário e mudanças no formato de inspeção são medidas importantes para que, em uma cadeia complexa e pulverizada como leite, consigamos garantir à população o consumo de um produto sempre seguro e que possa ser exportado a outros mercados.

c) Ações empresariais e setoriais. Além da fiscalização oficial, cabe às empresas evitar que o produto adquirido no mercado e embalado com sua marca tenha ingredientes que não deveriam ter. Em última análise, o investimento em fazendas próprias e controle de todo o processo por parte da Fonterra na China e na Índia (e, futuramente, no Brasil), com integração total, é um exemplo extremo disso. No sistema brasileiro, a questão é como apertar o cerco individualmente, gerando custos extras e, não raro, restrições relativas ao volume de leite adquirido, quando o mercado não sabe diferenciar o joio do trigo, dificultando a agregação de valor, e quando o volume de leite processado não pode ser perdido.

A solução para isso seria uma ação conjunta, de diversas empresas. Por exemplo, um selo de qualidade e conduta, com normas até mais rígidas do que as oficiais, levados a cabo pelas próprias empresas do setor, com auditoria externa. Aliado ao selo, uma forte campanha de esclarecimento e marketing visando a agregação de valor ao produto certificado poderia ser realizada. Se as principais empresas se empenharem nisso, aos poucos mudamos o mercado. Não é tarefa fácil, nem rápida.

Isso nivela as empresas e os investimentos em marketing feitos pelas marcas, já que todos teriam uma chancela comum? Acredito que não. Afinal, mesmo com selo oficial de inspeção, o que também em tese é um nivelador, evidentemente há espaço para posicionamentos específicos que agregam valor às marcas que souberem explorar o mercado.

O desafio é fazer isso acontecer quando não temos, junto às empresas e ao setor, uma agenda de longo prazo, fundamental para que uma visão assim seja buscada ainda que o cenário de curto prazo seja desafiador: margens baixas, fábricas ociosas e escassez de leite.

Mas qual é o problema de termos tido uma Ouro Branco há alguns anos, e agora um Leite Compen$ado? O mercado continua crescendo e, até que se prove o contrário, os problemas são pontuais.

Acredito que o buraco é mais embaixo. O risco de uma não-conformidade aqui e ali, como temos observado, gera efeitos diretos nas empresas envolvidas, mas também abalam a imagem do produto e do setor. Basta olhar as redes sociais e perceber que o estrago é grande. Sempre que há esse tipo de crise, surgem comentários do tipo “só vou tomar suco”, “bom é o leite direto da vaca”, “leite é só para bezerros, etc”. Vejam abaixo um pequeno exemplo disso, ficando claro que os efeitos não são positivos:

Exemplos de manifestações de consumidores a respeito das fraudes:

Laercio Borges: “Saudável mesmo era quando a gente comprava o leite que vinha do sítio, na garrafa PET, esse sim era puro, só que o produtor não pode ganhar um pouquinho mais vendendo para o povo, tem que entregar nos laticínios pra esses vagabundos colocarem todas essas porcarias no leite das crianças. É como dizia Bóris Casoi, ISSO É UMA VERGONHA…”

Ana Paula Talavera: “Go vegan”

Barbara Duarte: “Tô fora de tomar leite…”

Eli Gomes: “Dizem que o mundo é dos espertos, eu não concordo, porque a esperteza um dia é descoberta e se torna em vergonha. Enquanto isso, devemos tomar cuidados com o que consumimos, melhor é tomarmos leite nas tetas das vacas do que nas tetas da indústria, porque essa está produzindo CÂNCER e muitas outras doenças nas pessoas. Esse capitalismo extremo passa por cima de qualquer regra de boa qualidade de vida em nome da usura por lucros a qualquer preço.
”

Priscila Pereira: “Ta é difícil comer sem estar adulterado. O jeito mesmo é todo mundo virar vegetariano… kkk… por enquanto né”

Kelen Sales: “Absurdo isso, falta de respeito com a vida do ser humano…
”

Sil Lanza: “De todo modo tomar leite é apenas um mito criado pela indústria! Não precisamos de leite! somente o da mãe nos primeiros meses de vida! De todo reino animal, o homem é o único animal que continua a tomar leite após a primeira infância!O leite precisa apodrecer em nosso organismo para ser processado! Então bom mesmo é não tomar leite, ou só de soja! Com frutas é ótimo!
”

Aparecida Fátima Marques: “A que ponto chegamos…
”

Claudia Amaralina: “Pra minha filha de 3 anos suco só da fruta, e mesmo assim não dá pra confiar, e agora com o leite? Não posso ter uma vaca, a saída agora está sendo ferver bem, mas não sei se o que adicionam some no aquecimento, e agora?
”

Alex Sander: “Adulto não precisa de leite
”

Nobre Administração e Marketing: “A pediatra do meu filho diz sempre para ele ‘leite é para bezerro; e você, o que é?’ Mas, independente de ser para bezerro ou não, é uma vergonha tal situação de empresas só para garantir a permanência no mercado.”

Rose Tripoloni: “Suco…leite…onde isso vai parar????
”

Marcos Souza Pires: “Queremos ter vida saudável e agora é perigoso até tomar Leite… rs… tenso hemmm
”

Há quem diga que, passada a crise, tudo volta ao normal. Um pensamento como esse é cada vez mais equivocado. Analisando o passado recente, o leite já não é réu primário nessa questão, o que pode levantar dúvidas no consumidor a respeito da extensão e cronicidade do problema: será que o leite é, no geral, saudável? Será que os problemas são mesmo pontuais? Além disso, o consumidor hoje está mais informado, tem mais opções de consumo e não tolerará mais comprar gato por lebre.
Dentro dessa realidade, é bastante óbvio que episódios como o da semana passada contribuem ainda mais para desvalorizar o produto. É interessante notar que o baixo valor do leite ao consumidor e o valor relativo elevado da matéria-prima em relação aos preços de venda tem sido motivo de queixas do setor. E com razão.

Dados apresentados na 31a. Reunião do Conselho Diretivo da FEPALE (Federação Panamericana de Leite), em Juiz de Fora, MG, mostram que, entre os países latino-americanos, o Brasil apresenta uma relação entre preço do leite UHT ao consumidor e preço ao produtor pior do que os países exportadores (gráfico 1).

Gráfico 1. Preços do leite UHT ao consumidor/preços ao produtor em países da América Latina no mês de março de 2013 (Fonte: Reunião do Conselho Diretivo da Fepale, 2013; exceto Brasil – Fonte: MilkPoint e Cepea, 2013)

Evidentemente, essa relação tem dois fatores: o custo da matéria-prima e o preço de venda. Dessa forma, a relação pode ser baixa por qualquer um dos fatores, ou por ambos. Temos enfatizado muito a elevação dos custos de matéria-prima como o aspecto predominante, mas os preços de venda ao consumidor também têm sua parcela nessa questão.

Fazendo uma reflexão mais ampla, apesar de verificarmos um dos mais altos crescimentos de consumo no mundo, pulando de 123 kg/pessoa em 2001 para 173 kg em 2012, não fomos eficientes em elevar o valor do produto (talvez não fosse possível mesmo atuar nas duas frentes com tanta eficiência, já que há elasticidade-preço para o consumo de lácteos). De certa forma, o grande crescimento que tivemos em volume foi obtido às expensas do valor, o que gerou um problema de rentabilidade crônica no setor, principalmente depois que a matéria-prima se valorizou.

Nesse período, muitas empresas tiveram dificuldades, endividando-se acima do tolerável, resultando em falência, recuperação judicial ou venda de ativos. As margens do setor, em geral, têm se mantido baixas.

Melhorar a percepção do produto junto ao consumidor por meio de ações consistentes é fundamental para que possamos crescer. Afinal, é pouco provável, que vamos manter para frente, indefinidamente, a taxa de crescimento do consumo alcançado nos últimos anos (e, mesmo se mantivéssemos, a história recente mostra que volume sem valor gera resultados ruins). Também, é pouco provável que tenhamos um enorme aumento de eficiência na produção, em curto espaço de tempo, de forma a reduzir os custos de produção e captação de leite. Assim, precisamos melhorar o valor de venda e atuar na comunicação ao mercado.

Nesse ponto, não bastam mais ações envolvendo campanhas do tipo “Beba leite”, com vaquinhas simpáticas ilustrando comerciais que consomem milhões em poucos segundos. O consumidor quer algo mais. É preciso que a comunicação seja embasada em ações efetivas, claras e consistentes de controle de qualidade. Atributos de imagem para isso, o leite tem. Ainda.

Fácil, não é. Mas há esperança de mudança. Afinal, crises são sempre momentos de se repensar o que se faz e de explorar novas oportunidades. O exemplo da fraude no RS nos mostra que, mais uma vez, temos a oportunidade e a necessidade de fazer a lição de casa no setor lácteo.

Fonte: http://www.milkpoint.com.br/cadeia-do-leite/editorial/mais-um-momento-para-repensar-o-leite-no-brasil-83884n.aspx

Fiscalização do transporte do leite não é obrigatória

mai 30, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado  //  Nenhum Comentário

Em entrevista ao site de VEJA, o presidente da Associação Brasileira de Leite Longa Vida, Nilson Muniz, explica que a adulteração foi possível porque esse tipo de análise não faz parte das exigências do Ministério da Agricultura.

A recente descoberta da fraude do leite, cometida por transportadores do Rio Grande do Sul, obrigou a indústria de laticínios a procurar o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para limpar a imagem azeda que ficou para todo o setor. Os transportadores acrescentavam produtos como formol e ureia no caminhão tanque antes de entregar o leite para as empresas. A proposta é intensificar o processo de fiscalização e acompanhar de perto diversos processos que compõem a cadeia de produção do leite. Em entrevista ao site de VEJA, o diretor-executivo da Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABVL), Nilson Muniz, explica como são feitos, hoje em dia, os testes no leite, quais são os problemas para a detecção de fraudes e como eles pretendem evitar que a segurança alimentar do consumidor corra novos riscos.

Por que ocorreu a fraude no Rio Grande do Sul?
Nesse caso específico, a análise em questão não era obrigatória, pois não havia, há décadas, indícios desse tipo de adulteração. Assim como todas as demais indústrias de produtos lácteos, a indústria de leite longa vida é fiscalizada pelo SIF (Sistemas de Inspeção Federal). Cabe a elas (empresas) aplicar todas as análises de boas práticas de fabricação exigidas pelas autoridades. Cabe ao governo fiscalizar seu cumprimento.

Como funciona o processo de análise do leite?
O leite cru que chega à indústria é submetido a um extenso protocolo de análises exigidas pela legislação brasileira antes de ser processado para transformar-se em leite de consumo ou derivados. Mas algumas análises não são classificadas como de rotina.

Qual é a responsabilidade dos fabricantes pelas alterações na matéria-prima?
A análise para detecção desse tipo de adulteração não faz parte do conjunto de análises exigidas pelo Ministério da Agricultura (Mapa). Portanto, não é uma análise de rotina. Uma vez detectado o problema, a análise passou a ser feita sistematicamente para todas as indústrias lácteas do Rio Grande do Sul.

Depois de descoberto o caso, quais as medidas que foram tomadas?
As empresas do Rio Grande do Sul, por determinação do Mapa, incluíram em seu processo de recebimento de leite cru análise específica para evitar a adulteração praticada pela quadrilha presa na região. Essa mesma análise, por orientação do Mapa, deverá ser implantada em todo o país. Esta será também a orientação da associação aos associados.

Como estão as conversas da ABLV com o Ministério da Agricultura? Alguma nova medida está prevista?
Esse episódio diz respeito à cadeia láctea como um todo. As entidades que representam todo o setor estiveram no último dia 22 em Brasília, em reunião conduzida pelo Ministério da Agricultura, para definir uma Agenda Positiva para a cadeia produtiva do leite. Essa agenda inclui cuidados e procedimentos relativos ao transporte e análise do leite até a plataforma de recebimento na indústria.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/fiscalizacao-do-transporte-do-leite-nao-e-obrigatoria

LEITE/CEPEA: Preço ao produtor é o maior em cinco anos

mai 30, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado  //  Nenhum Comentário

O preço bruto do leite pago ao produtor (inclui frete e 2,3% de “Funrural”) neste mês é o maior dos últimos cinco anos, considerando-se a série deflacionada (IPCA) do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Conforme pesquisas dessa instituição, em maio, o preço bruto alcançou R$ 0,9854/litro na média ponderada pelo volume captado em abril nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA, o que representa reajuste de 3,5% sobre o mês anterior. O preço líquido recebido pelo produtor aumentou 3,75%, acréscimo de 3,3 centavos por litro, que passou para a média de R$ 0,9094.

Esse preço elevado, segundo pesquisadores do Cepea, é reflexo da baixa oferta de leite no campo, que acirrou a disputa pela matéria-prima entre as indústrias de laticínios. O recuo mais expressivo na captação em abril ocorreu na região Sul (5,5%) devido à escassez de alimento para as vacas. Além disso, as chuvas que eram esperadas para abril/maio chegaram somente agora, no final de maio, o que atrasou a semeadura das pastagens de inverno, segundo agentes do setor consultados pelo Cepea.

No Rio Grande do Sul, onde o Ministério Público do estado investigou e revelou adulteração de leite, o volume captado recuou 7,5% em abril, conforme levantamentos do Cepea. A diminuição da oferta e o consequente aumento dos preços, em parte, podem ter acentuado a disposição de determinados agentes a agir de forma fraudulenta, já que a adição de ureia e água visava a aumentar o volume entregue. Na média dos sete principais estados produtores, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite) caiu 2% de março para abril.

Pesquisadores chamam a atenção também para o fato de que os custos de produção no campo começaram a recuar com a baixa dos preços da alimentação concentrada. No entanto, o custo operacional efetivo – média de sete estados – de abril esteve cerca de 11% maior que no mesmo mês do ano passado, o que mantém o alerta no que diz respeito ao controle dos gastos. Por sua vez, o leite (“média Brasil”) valorizou 13% entre maio/12 e maio/13 – evolução dos preços nominais.

Para os próximos meses, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas é que os preços continuem firmes ou mesmo em alta. Mais da metade dos compradores ouvidos pelo Cepea (55,1%), que representam 51,6% do leite amostrado, acredita que haja no aumento no pagamento de junho e 43,6% (que representam 48,1% do volume captado) indicam estabilidade de preços. Somente 1,3% dos agentes acreditam em queda para junho.

O mercado atacadista de derivados em São Paulo (estado) também reflete a oferta mais enxuta de matéria-prima. Muitos representantes de laticínios/cooperativas comentam que estão aumentando os preços de seus produtos justamente para diminuir as vendas, no receio de não conseguir cumprir as entregas. Em maio (cotação até o dia 28), o leite UHT teve média de R$ 2,10/litro e o queijo muçarela, de R$ 11,98/kg, variações de 1,3% e 1,6% em relação a abril, respectivamente. Essa pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).

AO PRODUTOR – Levantamentos do Cepea mostram que o preço bruto pago ao produtor em maio no estado de Goiás continuou sendo o maior entre os estados que compõem a “média Brasil”, com o litro cotado a R$ 1,0351, alta de 1,5% em relação a abril (1,5 centavo/litro). O segundo maior preço foi registrado em Minas Gerais, onde a média foi de R$ 1,0069/litro, acréscimo de 3,6% (ou 3,5 centavos/litro). Na sequência, o estado de São Paulo teve reajuste de 4% (3,8 centavos), com o litro a R$ 0,9956. O preço bruto no Paraná aumentou 3,8% (3,5 centavos/litro) e alcançou R$ 0,9599/litro de média. Em Santa Catarina não foi diferente: aumento de 3,9% (3,6 centavos/litro) e a média a R$ 0,9498/litro. Por fim, os estados da Bahia e do Rio Grande do Sul também apresentaram aumentos. No primeiro, o avanço foi de 1% (ou 0,9 centavo/litro) e, no segundo, de 3,9% (ou 3,4 centavos/litro), alcançando as médias de R$ 0,9301 e R$ 0,9075/litro, respectivamente.

Nos estados que não compõem a “média Brasil” considerada pelo Cepea, o maior preço foi verificado no estado do Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,0423, aumento de 3% (ou 3 centavos/litro). Na sequência esteve o Ceará, com média estadual de R$ 1,0176/litro, variação de 2,2% (2,1 centavos/litro). A maior alta ocorreu no Espírito Santo, de 8,2% (ou 7,5 centavos/litro), onde a média foi para R$ 0,9900/litro. Em Mato Grosso do Sul o aumento também foi grande, de 6,5% (ou 5,6 centavos/litro) e o leite chegou à marca de R$ 0,9288 em maio.

Tabela 1. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquidos) em MAIO referentes ao leite entregue em ABRIL.

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Tabela 2. Preços em estados que não estão incluídos na “média nacional” – RJ, MS, ES e CE

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Gráfico 1: Série de preços médios pagos ao produtor – deflacionada pelo IPCA
(média de RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

A matéria é do Cepea, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

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