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CNA lança o Ano do Café com Leite

mai 30, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou o Ano do Café com Leite, a partir do mês de maio deste ano. A proposta foi apresentada pela presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, ao Conselho de Representantes da CNA, em reunião nesta última quinta-feira (23/5), em Brasília, sendo aprovada por unanimidade.

A meta é aumentar a competitividade da produção leiteira no Brasil e expandir o consumo do café no País e no mundo. São atividades desenvolvidas por uma maioria absoluta de pequenos produtores, que representam atualmente cerca de 80% do total de pecuaristas de leite e cafeicultores que atuam nos dois segmentos.

Serão desenvolvidos ações e programas destinados a estimular os cerca de um milhão de produtores de leite a expandir a produção e ganhar competitividade, capacitando-se a abastecer o mercado interno, que vem crescendo 5,4% ao ano, enquanto a produção de leite aumentou 4,6% ao ano, entre 2008 e 2012, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A maioria dos 380 mil produtores de café do País também são pequenos cafeicultores, que hoje somam 290 mil agricultores que se dedicam à atividade nas principais regiões produtoras. As ações a serem desenvolvidas pela CNA na esfera internacional pretendem inseri-los no mercado exportador, estimulando a expansão do consumo do produto em países como a China, que ainda não são grandes consumidores de café.

As informações são da Assessoria de Comunicação da CNA, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
Fonte: http://www.milkpoint.com.br/cadeia-do-leite/giro-lacteo/cna-lanca-o-ano-do-cafe-com-leite-84003n.aspx

GANHE um TABLET

mai 26, 2013   //   de admin   //   Blog, Notícias  //  3 Comentário

DIA MUNDIAL DO LEITE – 01 de Junho

A data é uma forma de estimular o consumo e divulgar os benefícios do leite. No Dia Mundial do Leite comemoramos a saúde e o prazer de consumir leite e seus derivados. É um momento para divulgar a importância do leite no cenário econômico e social do Brasil.

Em comemoração ao DIA MUNDIAL DO LEITE, a DeLaval sorteará um TABLET.
O sorteio será realizado no dia 30 de Junho de 2013, às 17(dezessete) horas.

Para participar, você precisa:
1 – Curtir a Fan Page da Leite Brasil.com.br no link http://migre.me/eJiGI
1 – Curtir a Fan Page da LeiteSul DeLaval no link http://migre.me/eJiHy
2 – Compartilhar esse post com a Imagem da Promoção;
3 – Clicar em “Quero Participar”, no link http://migre.me/eJiIv
Participe!

Dia Mundial do Leite – 01 de Junho

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Dia Mundial do Leite, é uma oportunidade de homenagear esse produto tão importante em nossa vida.

O Mato Grosso do Sul é muito conhecido como produtor de carne, mas esta caminhando para tornar-se um polo de produção leiteira. Além do valor econômico, o leite produz um importante efeito social.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) e a ONU propôs, em 2001, a criação de um dia para celebrar todos os atributos do leite. Desde então o Dia Mundial do Leite vem sendo festejado em diversos países.
A data é uma forma de estimular o consumo e divulgar os benefícios do leite. No Dia Mundial do Leite comemoramos a saúde e o prazer de consumir leite e seus derivados.

É um momento para divulgar a importância do leite no cenário econômico e social do Brasil.

Nos EUA, a campanha existe desde 1993 e foi entitulada “Got Milk?” Várias celebridades participam cedendo sua imagem em prol da campanha.
No Reino Unido também fizeram uma ação similar, a “Make mine milk”. Nessa campanha as pessoas desenham através de um programa disponível no próprio site “bigodes de leite”.

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, trabalha na elaboração de um projeto para promover ações de mobilização e conscientização da população para a importância do consumo do leite e seus derivados para a saúde. A proposta prevê inciativas promocionais para a comercialização do leite e seus derivados, objetivando o aumento do consumo, e com a realização de atividades esportivas queremos enfatizar a contribuição do leite para a saúde.

A pessoa pode até não tomar muito leite, mas come pão, come bolo, chocolate, toma iogurte, etc … Acontece que a não percebemos que a maioria dos nosso alimentos tem como principal ingrediente o LEITE. Inclusive quando nascemos é ele o primeiro alimento da nossa vida.

Esse trabalho de divulgação tem que ser constante para que as pessoas tenham a conscientização do bem estar que o leite gera para população.

Estatísticas do leite – MilkPoint

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado  //  Nenhum Comentário
O MilkPoint, sempre preocupado em fornecer as melhores e mais completas informações sobre mercado de leite nacional e internacional, acaba de reformular a seção de estatísticas para tornar o acesso aos dados mais prático e dinâmico.

Para fazer o download das séries históricas de dados, clique em cima do nome do item na tabela abaixo:

Estatísticas do leite – MilkPoint
País/Estado Item Valor Variação Data de referência Data de atualização
Brasil Preço ao produtor R$ 0,95/L 4% abr/13 15/mai
– SP Preço ao produtor R$ 0,96/L 3% abr/13 15/mai
– MG Preço ao produtor R$ 0,97/L 4,5% abr/13 15/mai
– GO Preço ao produtor R$ 1,02/L 5,3% abr/13 15/mai
– BA Preço ao produtor R$ 0,92/L 1,6% abr/13 15/mai
– PR Preço ao produtor R$ 0,92/L 3,6% abr/13 15/mai
– SC Preço ao produtor R$ 0,91/L 3,5% abr/13 15/mai
– RS Preço ao produtor R$ 0,87/L 3,1% abr/13 15/mai
EUA Preço ao produtor US$ 0,41/L 1,43% mar/13 15/mai
Europa Preço ao produtor US$ 0,44/L 3,9% mar/13 15/mai
N. Zelândia Preço ao produtor US$ 0,38/L 1,2% mar/13 15/mai
Argentina Preço ao produtor US$ 0,38/L 3,1% abr/13 15/mai
Uruguai Preço ao produtor US$ 0,42/L 6,6% mar/13 15/mai
Europa Preço – WMP US$ 4,75/L 0,2% mai/13 15/mai;
Oceania Preço – WMP US$ 5,15/L 7,2% mai/13 15/mai
Leilão gDT Preço – WMP US$ 4722/t 1,7% 2ª quin mai/13 15/mai
Brasil Captação de leite 5,8 bi Litros 1,8% 4º tri /12 19/abr
Argentina Captação de leite 549 mi Litros 6,9% mar/13 15/mai
Uruguai Captação de leite 135 mi Litros 5% mar/13 15/mai
Chile Captação de leite 181 mi Litros 1,4% mar/13 15/mai
EUA Produção de leite 8.012 mi Kg 0,3% mar/13 15/mai
N. Zelândia Produção de leite 1763 mi Kg 5,9% fev/13 19/abr
Brasil Balança Comercial -US$ 34 mi 6,1% abr/13 15/mai
Fontes: IBGE, CEPEA, ODEPA, INALE, globalDairyTrade, USDA e LTO Nederland
Legenda: Em relação ao mesmo período do ano anterior
Legenda: Em relação ao mês anterior
Outras estatísticas lácteas (Clique no item para fazer o download da série de dados)
Preços ao Produtor – Macrorregiões
Produtividade Mundial
Produção Nacional por estado (Total)
Balança Comercial de 2010
Balança Comercial de 2011
Balança Comercial de 2012
Estatísticas lácteas (news n.1/2012 Clal & MilkPoint)
Estatísticas lácteas (Video news n.1/2012 Clal & MilkPoint)

 

Produção de leite no Brasil tem problemas de baixa qualidade

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Produção de leite no Brasil tem problemas de baixa qualidade.
País é o terceiro maior produtor de leite do mundo.
Atividade é responsável por segurar milhões de pessoas no campo.

O Brasil alcançou nos últimos anos um lugar de destaque entre os principais produtores de leite do mundo. Mas um problema parece difícil de ser resolvido: a produção não é homogênea e o país não é bom em qualidade e condição sanitária. O Globo Rural apresenta um pouco do universo do leite, atividade responsável por segurar milhões de pessoas no campo.

Apesar do enorme avanço da agricultura do Brasil nos últimos 30 anos, o boi e sua família continuam sendo a maior riqueza brasileira que vem da terra. O boi de corte é um negócio onde os grandes predominam. O negócio da vaca de leite é assunto para pequenos, o que dá para ver pelo número de produtores.

O Uruguai, com 4,5 mil produtores, vende leite para mais de 50 países. A Nova Zelândia, o maior exportador de leite no mundo, tem 13 mil produtores. Nos Estados Unidos, o país que mais produz leite, há pouco mais de 50 mil produtores. O Brasil, que não faz nem para o gasto, conta com 1,3 milhão de produtores.

O professor da Universidade Federal de Viçosa Sebastião Teixeira, que desde muitos anos estuda o leite no Brasil, fez pesquisa de campo em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Pernambuco. Agora, ele está começando um estudo em Rondônia.
“O Brasil possui cinco milhões de estabelecimentos rurais. Deste total, 1,3 milhão produz leite. Há, no mínimo, duas pessoas por estabelecimento. Então, daria mexendo com leite 2,6 milhões”, diz Teixeira.

Com 33 bilhões de litros por ano, o Brasil é o terceiro maior produtor de leite do mundo, ficando abaixo apenas dos Estados Unidos e da Índia. A produção vem crescendo a cada ano. Mesmo assim, o consumo de leite no Brasil, com 172 litros por pessoa por ano, está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 250 litros por pessoa por ano.
Existe até uma relação entre consumo de leite e desenvolvimento. Os países mais avançados do mundo, como Suécia, Dinamarca, Holanda, Alemanha, França, são os que mais bebem leite.

As pesquisas do professor indicam que o primeiro motivo das pessoas trabalharem com leite é a renda mensal garantida. Nos últimos anos, o preço andou ruim, mas o produtor compensou com o aumento da produção. Para isso, contou com a assistência técnica privada, fator que vem ganhando maior importância.

A Embrapa de Juiz de Fora, na zona da mata mineira, é um endereço quase obrigatório no que diz respeito à produção do leite no Brasil. Em Minas Gerais, estado que mais produz leite no país, vive um pouco da história nas imagens de um livro que acabou de sair.
As primeiras cabeças de gado chegaram a São Vicente, no estado de São Paulo, em 1532. Mas o Nordeste teve uma importância grande no início da caminhada do leite. A gravura de 1641 mostra uma instalação nos arredores de Recife, em Pernambuco.

O diretor da Embrapa Gado de Leite conta que em Minas a história do leite envolve até uma figura ilustre. “Palmira era o primeiro nome de Santos Dumont, da cidade de Santos Dumont, que fica na região da Serra da Mantiqueira, próxima a Juiz de Fora, onde há registro no livro que Santos Dumont foi o primeiro fornecedor de leite para esse laticínio chamado Palmira na época”, diz Duarte Vilela.
Leite é um alimento nobre na medida em que é necessário em todas as fases da vida de uma pessoa. O alimento tem cerca de 30% de proteína. Nos outros 30% há principalmente gordura e sais minerais.

O pesquisador Júnior de Paula, do Instituto Cândido Tostes, de Minas Gerais, possui a árvore do leite. Existem cerca de cinco mil produtos feitos a partir do leite. “O leite tem mais de 100 mil componentes. A gente pode produzir desde álcool até lactose, usada em remédios para levar o princípio ativo. Então, as aplicações são diversas”, diz.

Do leite também se pode extrair caroteno, ácido bórico e vitaminas. Também dá para fazer vinagre e matéria plástica. Os caminhões da Itambé, maior cooperativa de leite do país, percorrem 55 mil quilômetros para recolher três milhões de litros diários.
A fábrica que fica em Sete Lagoas, a 75 quilômetros de Belo Horizonte, é a maior da cooperativa em produção de leite em pó. No lugar também se produz queijo, manteiga e bebida láctea. Cada vaca no Brasil produz uma média de cinco litros por dia. É muito pouco. O gerente da cooperativa Tarsísio Costa aponta outros embaraços.

“Nós temos uma baixa escala de produção. Fora isso, nós temos o custo pós-porteira, que são a alta carga tributária para se produzir no Brasil, os tributos, e um custo logístico para captação do leite também muito alto. Estradas ruins para se buscar pequenos volumes. Isso tudo encarece o nosso custo do leite”, avalia Costa.

Com exceção do Sul e de alguns criadores de outras regiões, o leite brasileiro vem de vacas também com sangue zebu. A melhoria do gir leiteiro fez com que o cruzamento com a raça holandesa venha produzindo um girolando de qualidade, além de trazer algumas vantagens em relação ao leite de vacada com origem apenas na Europa.

Vídeo 01 – Globo Rural

Vídeo 02 – Globo Rural

Carta Leite – Scot Consultoria

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

A Carta Leite é um informativo que busca levar informações geradas e analisadas pela Scot Consultoria.

Esperamos, com este serviço adicional, melhorar o conjunto de informações disponíveis, contribuindo para melhorar a capacidade de decisão dos nossos leitores

Carta Leite – MAIO 2013 – Classificação dos Maiores Laticinios do Brasil

Ministro tranquiliza consumidor sobre a qualidade do leite vendido no país

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

O Ministério da Agricultura está recolhendo em torno de 100 amostras de leite de aproximadamente 90 laticínios sob inspeção federal em todo país.

O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, disse nesta sexta-feira (10/5) que os consumidores brasileiros podem consumir leite “tranquilamente” e que as adulterações descobertas no produto fabricado no Rio Grande do Sul foram resultado de uma fiscalização eficiente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Todas as detecções de fraude são feitas pelo Ministério da Agricultura, que avisou ao Ministério Público [do Rio Grande do Sul]. A fiscalização é constante. Não houve nenhum relaxamento”, disse, em coletiva à imprensa. Apesar de o ministério atestar que não há falha no monitoramento, técnicos da pasta se reunirão com representantes da cadeia produtiva do leite com o objetivo de estudar alternativas para melhorar os mecanismos de controle. Um dos encontros será no dia 22, em Brasília.

O órgão também está recolhendo em torno de 100 amostras de leite de aproximadamente 90 laticínios sob inspeção federal em todo país, a fim de verificar possíveis adulterações em outras unidades da Federação. De acordo com Judi Nóbrega, coordenadora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa, até 20 de maio todas as amostras estarão no Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) gaúcho, que está centralizando as amostras. Nesta data, é possível também que alguns resultados sobre o leite dos demais estados já tenha sido divulgado.

Segundo Antônio Andrade, um dos pontos que o ministério discutirá com o setor privado prevê que o transporte de leite seja remunerado por quilometragem e não pela quantidade do produto. O ministro ressaltou que as investigações apontaram que as fraudes no Rio Grande do Sul não ocorreram nas fases de produção e industrialização, e sim na de transporte. Segundo ele, a princípio não está previsto editar uma norma determinando regras para o transporte de leite porque o Poder Público não deseja intervir nesse processo. “Essa é uma relação comercial entre indústria, transporte e produtor. Não cabe a nós determinar”. Andrade acredita, no entanto, que haverá interesse na busca por melhores práticas. “A indústria foi penalizada [pela descoberta das adulterações]”, disse.

Segundo balanço do Ministério da Agricultura, até o momento foram recolhido cerca de 600 mil litros de leite que já haviam passado pelo processo de industrialização e chegado ao mercado. Hoje (10) a pasta recebeu do Lanagro do Rio Grande do Sul o resultado de testes feitos em 30 lotes recolhidos em entrepostos de refrigeração nas cidades gaúchas de Guaporé, Selbach e Crissiumal, pertencendes às empresas LTV, Marasca e Líder. Desses, dois lotes totalizando 28 mil litros do produto registraram presença de formol.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2013/05/10/interna_brasil,365405/ministro-tranquiliza-consumidor-sobre-a-qualidade-do-leite-vendido-no-pais.shtml

Após descoberta de fraude, leite fica mais caro

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Após a descoberta do Ministério Público de que produtores adulteravam o leite, com adição de água e um composto com formol, no Rio Grande do Sul, o preço do litro do longa vida na capital Porto Alegre subiu 4,18%, informou o jornal Zero Hora nesta quarta-feira.

Segundo a publicação, em sete dias, o preço do leite saltou de R$ 2,15 para R$ 2,24. Como comparação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, teve alta de 6,49% nos últimos 12 meses.

De acordo com a publicação, o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, afirmou que desde a revelação da fraude o consumidor não buscava o preço mais baixo, mas sim marcas em que ele pudesse confiar. Ao todo, o jornal pesquisou nove marcas à venda em quatro redes de supermercados da cidade.

O Ministério Público estima que as empresas investigadas transportaram aproximadamente 100 milhões de litros de leite entre abril de 2012 e maio de 2013. Do total, o órgão acredita que 1 milhão de quilos de ureia contendo formol tenham sido adicionados, com o objetivo de aumentar o volume do leite transportado e consequentemente o lucro sobre o preço do leite cru. Segundo as investigações, a adulteração ocorria há cerca de um ano.

 

Fonte: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/05/15/apos-descoberta-de-fraude-leite-fica-mais-caro-no-rs/

Câmara do Leite se reúne para propor medidas contra novas fraudes

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

A Câmara Setorial do Leite, entidade vinculada ao Ministério da Agricultura que engloba representantes de órgãos públicos e produtores, realizou nesta segunda-feira (13) uma reunião extraordinária na sede da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Segundo o governo estadual, o objetivo do encontro foi avaliar o prejuízo que a fraude do leite causou ao setor de produção e propor medidas para evitar que novas irregularidades atinjam o setor.
Na semana passada, a operação Leite Compensado, conduzida por Ministério Público e Ministério da Agricultura, revelou que transportadores adicionavam água e ureia ao leite cru antes de repassá-lo às indústrias para aumentar o volume e lucrar mais.

O secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, afirmou que a revelação da fraude demonstra que o sistema de produção e transporte do produto deve ser avaliado. “Precisamos virar a página e resgatar a credibilidade do setor. O nosso sentimento é de construir uma reação forte para comprovar a qualidade do nosso leite”, disse.
O secretário propôs que as equipes de fiscalização sejam reforçadas e que o Rio Grande do Sul adote as normas previstas na Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura para regulamentar a produção e a qualidade do leite. Mainardi propôs também a ampliação do crédito às indústrias que fiscalizarem o produto com base no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA).
Segundo o governo, outras medidas devem ser negociadas diretamente com os integrantes da Câmara Setorial. O objetivo é anunciar as mudanças na abertura da Expoleite, marcada para o próximo dia 16, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde o evento será realizado de 15 a 19 de maio.
O representante da Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), Gilberto Piccinini, afirmou que o momento deve ser aproveitado para que os erros sejam corrigidos. “Ao invés de destacar culpados precisamos aproveitar o momento para organizar a cadeia”, disse.
Resultados da operação do MP
A Operação Leite Compensado, desencadeada na última quarta-feira (8), teve como consequência a retirada de lotes de sete marcas do mercado (veja lista aqui), a interdição de três postos de resfriamento e de uma fábrica em Estrela. Sete pessoas ainda estão presas. Destas, seis já foram ouvidas em Tapera. Cinco delas ficaram caladas e só vão se manifestar em juízo. Duas haviam sido liberadas após os depoimentos.
Apesar de não estarem envolvidas na fraude, as indústrias serão chamadas pelo MP nos próximos dias para dar explicações sobre os testes feitos nos produtos recebidos. Quatro inquéritos civis investigam a responsabilidade das empresas Italac, Mu-Mu, Líder e Latvida, esta última interditada na quinta-feira (9). A Latvida também produzia o leite das marcas Goolac, Hollmann e Só Milk, que também tiveram lotes recolhidos por contaminação com formol.
A intenção da promotoria é regular o controle por parte da indústria sobre os produtores os transportadores e obter informações sobre como são feitos os testes de qualidade do produto. Para o MP, as indústrias falharam ao não identificar a adulteração no produto recebido.
Quem tiver embalagens fechadas dos produtos dos lotes não recomendados para consumo deve guarda-los e comunicar Ministério Público pelo e-mail consumidor@mp.rs.gov.br.

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Depois de fraude no leite, governo amplia fiscalização em todo o país e confirma novos casos

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

O Ministério da Agricultura afirmou nesta sexta-feira (10) que, desde a operação que identificou adulteração no leite UHT produzido no Rio Grande do Sul, houve ampliação nos parâmetros de análise do produto em todo o país.

O ministério também confirmou mais duas amostras, de um total de 30 coletadas durante a Operação Leite Compensado, que apresentaram resultado positivo para formol.

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Leite adulterado tinha água contaminada

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Segundo o Ministério Público, foram encontrados coliformes fecais em amostra retirada de poço usado na fraude

Marina Schmidt

Na tarde de ontem, o Ministério Público (MP) do Estado divulgou que um laudo emitido pelo laboratório de análises físico-químicas e microbiológicas da Univates apontou a presença de coliformes fecais na água coletada em um poço artesiano de uma propriedade rural de Ibirubá, durante a apreensão ocorrida na semana passada, com a deflagração da Operação Leite Compensado. A análise constatou que a água era imprópria para o consumo, tanto por apresentar a presença de bactérias (coliformes fecais) quanto pela ausência de cloro. Segundo o Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho “ocorreu uma dupla fraude, porque, além das substâncias como ureia e formol, a água utilizada também era imprópria para o consumo”.

O processo industrial de fabricação do leite, no entanto, é capacitado a eliminar bactérias, assegura o gerente-administrativo do laboratório de análises da Univates, Jeferson Bottoni. “No leite UHT esse tipo de micro-organismo não pode estar presente, até porque o leite não duraria três ou quatro meses na caixinha”, afirma. Bottoni esclarece que é natural encontrar bactérias no leite cru, mas ressalva que a pasteurização do produto – procedimento obrigatório para todo tipo de leite e que reduz a carga bacteriana do produto, eliminando as bactérias indesejadas – é adotada justamente para não permitir que a bebida imprópria chegue ao consumidor. “Análise de coliformes é um procedimento padrão da indústria e todas são capazes de identificar esses micro-organismos”, acrescenta.

Ainda na tarde ontem, o MP realizou a primeira audiência com a indústria VRS – responsável pelas marcas Latvida, Só Milk, Hollmann e Goolak. A empresa recebeu o prazo de 20 dias para se manifestar sobre as propostas do órgão, que pede maior controle da atividade dos transportadores e produtores, o aumento do rigor na avaliação do leite cru recebido, a comprovação de calibragem periódica dos equipamentos utilizados no laboratório de análise do produto e a ampliação dos testes para detecção de fraudes. O MP deve propor às empresas um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), prevendo indenização por dano moral coletivo e ressarcimento aos consumidores que possuam unidades dos lotes contaminados ou nota de compra. Segundo o promotor, a empresa apresentou documentação dizendo que as condições de higiene que motivaram a interdição da fábrica foram sanadas. No entanto, uma nova vistoria deverá ser realizada pela Secretaria Estadual da Agricultura. Nos próximos dias, as indústrias responsáveis pelas marcas Italac, Líder e Mumu serão chamadas para outras audiências.

Para promotor, fraude ocorre desde 2009

Na segunda-feira, o MP admitiu a possibilidade de que o leite do Estado sofra adulteração – com adição de água, ureia e formol – há pelo menos quatro anos. As evidências da fraude apareceram num pedido de informação feito à Receita Estadual sobre a compra de ureia por transportadores do produto. Segundo o levantamento, as aquisições se intensificaram a partir de 2009.

O promotor Alcindo Bastos Filho, da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor, não quis determinar a quantidade de leite fraudado e nem as empresas para as quais foi destinado. Mas confirmou que o produto químico foi adquirido por transportadores para ser adicionado ao leite, mascarando efeito da diluição com água, que aumentava o lucro dos empresários em 10%.

O MP não revelou a quantidade de ureia adquirida pelos transportadores entre 2009 e 2012, alegando que muitos empresários ainda estão sob investigação. O promotor disse, entretanto, que a quantidade informada pelo órgão estadual é “um pouco inferior” às 100 toneladas rastreadas pela Operação Leite Compensado, que flagrou a fraude cometida pelos transportadores na última quarta-feira. Cada quilo de ureia industrial era suficiente, pela fórmula descoberta pelo MP, para fraudar mil litros de leite. “Trata-se de um indicativo concreto de que a fraude vinha sendo praticada há bastante tempo, pelo menos desde 2009. A fórmula da adulteração circulou muito por esse meio e tem muita gente que ainda a tem”, afirmou Bastos Filho.

O promotor citou como agravante o fato de que os transportadores sabiam que nem as indústrias e nem os entrepostos, que armazenam o leite e o repassam para beneficiamento, vinham realizando testes para detectar a presença de ureia. Além disso, o fato de o Ministério da Agricultura não estabelecer padrões técnicos para a presença do componente no leite cru ou na versão UHT estimularia a fraude. A ureia faz parte da composição natural do leite, mas não há resolução oficial sobre os níveis recomendáveis, explicou Bastos Filho. “Se não fosse pela presença do formol, nem teríamos como determinar que houve fraude porque a legislação é omissa em relação à presença de ureia”. Segundo Bastos, só será possível determinar com exatidão a extensão da fraude depois de perícias em computadores e de documentos apreendidos.

 

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=124052

Como funcionaria a operação para fraudar leite

mai 21, 2013   //   de admin   //   Blog, Mercado, Notícias  //  Nenhum Comentário

Com nova denúncia do Ministério Público Estadual, já são 14 pessoas acusadas por adulteração de leite com presença de água, ureia e formol.

Com a segunda denúncia contra suspeitos de participar de esquema para adicionar água e ureia com formol ao leite cru, em busca de maior lucro, já chega a 14 o número de acusados na Operação Leite Compen$ado. E não são apenas transportadores que comporiam a quadrilha, como suspeitava-se: produtores rurais, funcionários de postos de refrigeração e até um veterinário de uma cooperativa paranaense estariam envolvidos.

Nesta sexta-feira, o Ministério Público Estadual (MP) entregou à Justiça de Ibirubá denúncia contra 12 pessoas pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e adulteração de produtos alimentícios. Seis dos denunciados já estão presos preventivamente. Na quarta-feira passada, duas pessoas haviam sido denunciadas em Guaporé.

– A denúncia tem 110 páginas que mostram como o grupo teria adulterado e vendido leite inadequado de dezembro de 2012 a maio deste ano – explicou Mauro Rockenbach, promotor responsável pelo caso.

Conforme o MP, o esquema em Ibirubá funcionaria de forma autônoma: todos os elos da fraude operariam na mesma cidade, sem conexão direta com outros núcleos. Produtores receberiam o pagamento da indústria por uma quantidade acima do que realmente haviam vendido e dividiriam o lucro com transportadores que faziam a mistura e técnicos de postos de refrigeração. O leite seria vendido para as indústrias Mu-mu e Confepar, no Paraná, que desconheceriam a fraude.

A reportagem tentou contato com os denunciados. Apenas o advogado de Daniel Riet Villanova, Paulo Cesar Garcia Rosado, foi encontrado. Rosado disse que tomará conhecimento da denúncia antes de se pronunciar, mas inicialmente a acusação não condiz com o que afirma seu cliente.

Na próxima semana, novas denúncias poderão ser apresentadas em Horizontina e novamente em Ibirubá. Grupos em outras cidades estão sendo investigados, já que a fórmula da adulteração teria sido vendida para diversos transportadores gaúchos.

Além disso, nesta sexta-feira, o Ministério da Agricultura descartou a suspeita sobre resíduos de antibiótico em amostras de leite cru retidos na empresa Laticínio Vale do Taquari, no dia 10 de maio. Como o lote estava dentro dos padrões regulamentares, será liberado para a comercialização, informou o ministério.

Esquema organizado
Como funcionaria a operação do núcleo de Ibirubá, segundo o Ministério Público Estadual

Os produtores
Egon Bender: entregaria notas falsas a pedido dos transportadores, simulando ter vendido mais leite. Receberia o pagamento da indústria e repartiria com o grupo.
Senald Wachter: entregaria leite já adulterado aos transportadores sem o conhecimento do grupo. Com o risco de alterar a fórmula, teria sido excluído do esquema.

Os transportadores
João Cristiano Pranke Marx: seria um dos líderes do esquema e dono da Crisma Transportes, receberia o leite cru e preencheria a nota fiscal com uma quantidade maior. A diferença seria coberta com água e ureia. Seria quem recolhia o dinheiro dos produtores e dividiria com a quadrilha.
Angelica Caponi Marx: sócia de João Cristiano na Crisma Transportes, ajudaria na articulação da fraude.
Alexandre Caponi (irmão de Angelica), Arcídio Cavalli e Cleomar Canal: sócios da empresa Três C Transportes. Além da distribuição de leite adulterado, teriam adicionado a mistura nos tanques dos caminhões.
Paulo Cesar Chiesa: sócio da Transportadora Irmãos Chiesa. Seria um dos líderes do esquema, dando ordens para a operação e compra e venda de ureia, e prepararia a mistura nos caminhões.

No posto de resfriamento
Rosilei Geller: funcionária de um posto no município de Selbach, avisaria os caminhoneiros da presença de fiscais.
Natalia Junges: funcionária de uma cooperativa paranaense, falsificaria notas fiscais, aumentando a quantidade de leite recebida.
Daniel Riet Villanova: seria um dos líderes do esquema, era técnico de uma cooperativa paranaense no Rio Grande do Sul e deixaria de fazer a análise do leite que chegava adulterado. Receberia pagamento de até R$ 3,5 mil por mês para facilitar o esquema.

Na propriedade
João Irio Marx: armazenaria a ureia com formol e a água nos fundos da sua casa, em Ibirubá, onde seria feita a mistura. É pai de João Cristiano.

Na indústria
O leite chegaria com documentos falsificados e as indústrias não fariam os testes que a lei determina. A partir de outubro de 2012, o leite adulterado passou a ser enviado para uma cooperativa paranaense, que vendia somente naquele Estado, não no Rio Grande do Sul. Antes dessa data, o leite adulterado era entregue à indústria Mu-mu.

 

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/campo-e-lavoura/noticia/2013/05/como-funcionaria-a-operacao-para-fraudar-leite-em-ibiruba-segundo-o-mp-4141753.html

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